BEM-VINDO AO NOSSO BLOG!


Com muita alegria apresentamos o blog da Paróquia Evangélica Luterana Renascer em Cristo , com sede em Rio Branco, AC.


Além da sede, que fica no bairro Estação Experimental, no caminho do aeroporto, temos também um ponto de pregação aqui na capital no bairro Areal.


No interior atendemos Brasiléia, na divisa com a Bolívia, a 230 Km de Rio Branco, e Redenção e Ramal do Bigode, município de Acrelândia, a 110 Km da capital. Outro ponto de pregação fica na estrada que vai a Porto Acre, a 35 Km daqui.


Queremos compartilhar com vocês mensagens, fotos, informações e notícias de nosso trabalho, com o grande objetivo de levar Cristo para todos, especialmente em nosso estado e região, com é o lema de nossa IELB - Igreja Evangélica Luterana do Brasil.


Um grande abraço, no amor de Cristo!



Pastor Leandro.






sábado, 24 de março de 2012

QUEM É O MAIS IMPORTANTE?


Leia em sua Bíblia Marcos 10.35-45

Começo esta reflexão com uma nota publicada na revista Veja de 21 de março (p. 53):
 

FRANQUIA MAIS BAIXA – Até recentemente havia uma regra não escrita na Igreja Universal: o bispo Edir Macedo só deixava que um novo templo fosse aberto se tivesse certeza de que poderia arrecadar ali um mínimo de 150 000 reais por mês. Menos do que isso não valia a pena. A concorrência nos calcanhares, sobretudo da Igreja Mundial do Poder de Deus, de Valdemiro Santiago, obrigou a Universal a adotar uma nova estratégia de franquia. Agora, basta o candidato provar que o templo faturará 50 000 reais por mês, no mínimo, e terá a autorização para abrir as portas.
 

Vimos durante toda esta semana que esta não é a única estratégia da Igreja Universal (IURD)para atingir sua concorrente mais forte, a Igreja Mundial de Valdemiro Santiago.
 

            Desde domingo (18.03) a TV Record, de Edir Macedo, vem repetindo insistentemente a reportagem que mostra denúncias de mau uso das ofertas arrecadadas pela igreja de Valdemiro que, aliás, era pastor da IURD antes de fundar sua própria igreja.
 

É interessante lembrar que a própria IURD e seu líder, Edir Macedo, já foram denunciados pelos mesmos motivos, e Edir também ficou milionário depois de fundar sua igreja.
 

Na Veja da semana anterior (14.03) também aparecem denúncias contra líderes de outras igrejas, uma até muito famosa e também com muitos membros no Brasil.
 

Tudo isso, meus irmãos, só reforça o que já dissemos outras vezes: alguns tipos de igreja não deveriam usar o título de “evangélica” ou “de Deus”. Pois o que menos se vê nelas é a pregação do verdadeiro Evangelho e o fazer a vontade de Deus. Para confirmar isso, vamos olhar para alguns versículos dos textos de hoje (textos do 5o. Domingo na Quaresma).
 

ü O Salmo 119 diz nos v. 14 e 16: Fico mais alegre em seguir os teus mandamentos do que em ser muito rico. As tuas leis são o meu prazer; não esqueço a tua palavra. Para muitos líderes de igrejas por aí, esses versículos ficariam assim: Fico mais alegre em ficar rico do que em seguir teus mandamentos. A riqueza é o meu prazer; não esqueço de pedir mais dinheiro ao povo.

ü Em Hebreus 5.7-9 lemos: Durante a sua vida na terra, Cristo, em voz alta e com lágrimas, fez orações e súplicas a Deus, que o podia salvar da morte. E as suas orações foram atendidas porque ele era dedicado a Deus. Embora fosse o Filho de Deus, ele aprendeu, por meio dos seus sofrimentos, a ser obediente. E, depois de ser aperfeiçoado, ele se tornou a fonte de salvação eterna para todos os que lhe obedecem. Enquanto Jesus chorou e sofreu por nós, ficando fiel à sua missão até a morte na cruz, esses líderes de igrejas choram para pedir mais dinheiro, ao mesmo tempo em que não pagam suas contas e usam as ofertas para proveito pessoal. Além disso, pregam um Jesus que vem salvar o corpo e o bolso, e não para dar salvação eterna, como diz o texto em Hebreus.

ü No Evangelho de Marcos 10, Jesus diz nos v. 42-45: Como vocês sabem, os governadores dos povos pagãos tem autoridade sobre eles e mandam neles. Mas entre vocês não pode ser assim. Pelo contrário, quem quiser ser importante, que sirva aos outros, e quem quiser ser o primeiro, que seja  escravo de todos. Porque até o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para ser servido e dar a sua vida para salvar muita gente. O que vemos em muitas igrejas é gente se servindo do povo para enriquecer, viajar em jatos particulares e helicópteros, comprar propriedades, aviões e carros de luxo, enfim, viver vida de rei, e no de servo, como Jesus ensina e como ele e seus verdadeiros apóstolos viveram.
 

Tudo isso é feio, é triste e detestável e infelizmente essa lama respinga em muitos cristãos e igrejas que procuram pregar e viver o Evangelho puro de Jesus. Mas, tudo isso não é novidade, pois o que levou Jesus a dizer o que ouvimos há pouco foi uma disputa por cargos e poder, exatamente como acontece hoje entre os líderes religiosos. Ouçam os v. 37 e 41: Quando o senhor sentar-se no trono do seu Reino glorioso, deixe que um de nós se sente à sua direita, e o outro, à sua esquerda. Quando os outros dez discípulos ouviram isso, começaram a ficar zangados com Tiago e João.
 

Os próprios discípulos ainda não tinham entendido qual era a missão de Jesus e que seu reino seria totalmente diferente dos reinos do mundo. Enfim, quando eles começaram a disputar cargos (e essa não foi a única vez), a questão em jogo era esta: Quem é o mais importante?
 

Sim, quem é o mais importante? Essa pergunta também mexe com a gente, provoca coceira em nossos lábios e ouvidos. Somos hoje também tentados a pensar que somos mais importantes do que nossos irmãos na fé e do que aqueles que ainda não crêem em Jesus.
 

Se somos membros ou pastores fiéis na igreja, é grande a tentação de nos acharmos mais importantes. Mas os critérios de avaliação de Jesus são a humildade e o serviço aos outros, seguindo o seu próprio exemplo, que o levou até a morte na cruz.
 

Quem é o mais importante? Jesus diz que é aquele que serve. Nós, mesmo sendo cristãos, muitas vezes preferimos ser servidos – pela igreja, pelo pastor, pelo irmão, pelo cônjuge, pelos pais, pelos filhos, pelos empregados, e assim por diante.
 

Por isso, ao vermos essa vergonha relacionada a igrejas e seus líderes por aí, isso deve não só nos fazer ficar indignados, mas nos fazer olhar para nós mesmos e reconhecermos que não somos muito diferentes: nós também queremos ser servidos, ter reconhecimento, ser aplaudidos e ter poder, nem que isso seja disfarçadamente.
 

Por isso, a melhor resposta à pergunta sobre quem é o mais importante, e que deve sempre estar em nossas mentes e corações, é esta:
 

Ø Jesus Cristo, que veio trazer a nova aliança prometida por Deus através de Jeremias, que diz no texto de hoje: Pois eu perdoarei os seus pecados e nunca mais lembrarei das suas maldades. Eu, o SENHOR, estou falando (Jeremias 34.31c).

Ø Jesus Cristo, aquele que se tornou a fonte da salvação eterna para todos os que lhe obedecem, como lemos em Hebreus 5.9.

Ø Jesus Cristo, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida para salvar muita gente, como ele mesmo diz em Marcos 10.45.
 

Jesus, o Filho de Deus, o mais importante, desceu do céu, viveu humildemente entre nós, cumprindo toda a lei e vontade de Deus em nosso lugar, sofreu e foi humilhado, morrendo na cruz por nós para pagar pelos nossos pecados – egoísmo, inveja, preguiça, cobiça e tantos outros. É por causa disso que podemos ser servidos pelo seu amor e perdão, recebendo dele a salvação eterna e vida nova já aqui neste mundo.


É porque Jesus, e não eu, vocês ou qualquer líder ou membro de igreja ou qualquer pessoa no mundo, porque Ele é o mais importante, que nós podemos servir a Deus levando ao próximo – a todos que Deus coloca em nosso caminho – esse amor que salva a todos porque não busca poder ou fama, riquezas ou benefícios próprios, mas busca apenas dar perdão, vida e salvação eterna, de graça, pela fé em Cristo.
 

Eu e vocês sabemos quem é o mais importante: Jesus Cristo, nosso amado Salvador! Amém.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Olhemos para Jesus!

Leia em sua Bíblia Números 21.4-9 e João 3.14-21

Sofrimento é uma palavra que nos acompanha diariamente. Com certeza ninguém de nós gosta de sofrer, seja física ou emocionalmente, seja qual for a causa do sofrimento. O sofrimento nos cansa e, quando ele dura muito tempo, nossa tendência é reclamar e nos queixar.

Assim foi com o povo de Israel depois que saíram da escravidão no Egito, guiados por Moisés. Em sua jornada pelo deserto em direção à terra de Canaã, eles ficaram cansados e desanimados. Os 40 anos de viagem pelo deserto causaram queixas e reclamações contra Moisés e contra Deus.

Mas, qual era o verdadeiro problema dos israelitas: desânimo por causa dos sofrimentos no deserto ou falta de confiança nas promessas de Deus?

É claro que eles estavam cansados e desanimados. Só que esse desânimo era causado exatamente pela falta de confiança deles nas promessas do Senhor. Vejamos: por que eles tinham que levar 40 anos para fazer uma viagem que normalmente levaria apenas alguns meses, mesmo indo a pé, com seus animais e suas bagagens?

Do Egito até Canaã são mais ou menos 600 Km – não é tão longe para ter que andar 40 anos! Esses 40 anos foram um castigo de Deus pelo povo não ter confiado que o Senhor lhes daria a vitória contra os moradores de Canaã, quando Josué, Calebe e outros dez homens foram espionar a terra prometida. Isso está registrado em Nm 14.22,23.

O sofrimento então era culpa deles mesmos. Não confiaram no Senhor que já tinha dado tantas provas do seu amor e poder, tirando-os do Egito com grandes sinais e milagres.

Na leitura de hoje novamente o povo reclama contra Deus. Reclamam do pão que Deus envia do céu cada dia, de graça. E aí Deus age de novo: assim como tinham enviado o pão para matar a fome deles, agora envia as cobras, não só para castigá-los, mas principalmente para levar o povo ao arrependimento e de volta para perto dele.

E o resultado veio: o povo viu seu erro, arrependeu-se do pecado e disse: Nós pecamos, pois falamos contra Deus, o SENHOR. O povo olhou para si mesmo e para suas atitudes e confessou seu pecado.

E então Deus tirou as cobras do meio deles? Não! As cobras não eram o seu maior problema, pois na verdade o deserto era o lugar delas. Deus mandou Moisés fazer uma cobra de metal e colocá-la num poste, e então mandou o povo olhar para aquela cobra, para que vissem que a solução vinha dele, curando assim o principal problema deles – a falta de confiança no Senhor.

Quem olhava para a cobra de metal era curado, não porque ela tinha algum poder, mas por causa da promessa de Deus: Quem for mordido deverá olhar para ela e assim ficará curado (v.8).

Essa história, muito interessante, só vale alguma coisa para nós se vermos o que ela tem a nos dizer hoje, para a nossa vida.

Nós, como povo de Deus, também temos problemas e sofrimentos, e muitas vezes desanimamos. Muitas vezes começamos a reclamar e nos queixar e talvez até pensamos que Deus nos abandonou, como o povo de Israel tinha pensado.

Deus então age em nossa vida para levar-nos de volta à confiança NEle. Ele não manda cobras para nos castigar, mas Ele permite que em nossa vida aconteçam doenças, problemas financeiros, familiares e emocionais, dificuldades, para fazer-nos refletir sobre nossa vida e nossas ações e levar-nos ao arrependimento, levar-nos a dizer: “nós pecamos!”

Pecamos todos os dias, pois o pecado ainda mora dentro de nós. Muitas vezes colocamos outras coisas acima de Deus em nossa vida e confiamos em coisas, em seres ou em nós mesmos e não no Deus verdadeiro. Como o povo de Israel, provocamos a ira de Deus, desafiamos sua vontade e paciência e não damos valor às suas promessas. Nós pecamos e nos afundamos na lama mortífera do pecado.

E o que podemos fazer? Nada! Não podemos fazer nada, assim como os israelitas não podiam fazer nada contra as cobras no deserto. Somente Deus pode resolver nossa situação, como resolveu a deles. Lá Ele fez o povo olhar para a cobra de metal, a solução que vinha diretamente dele.

Essa cobra de metal, meus irmãos e irmãs, apontava exatamente para a solução de Deus para nós hoje: aponta para Jesus, como ele mesmo diz no evangelho de hoje: LER Jo 3.14.

Deus quer que olhemos para Jesus para que todos os que crerem nele tenham a vida eterna (Jo 3.15).

Assim, a única solução para nosso pecado e nossa falta de confiança em Deus é esta – olhemos para Jesus! Se você tem sofrido com doença, falta de trabalho ou dinheiro, conflitos familiares, problemas emocionais, falta de amor a Deus e ao próximo, angústia ou desânimo, com o peso do pecado, Deus convida você a olhar para Jesus.

Olhemos para Jesus! Olhe para Jesus com o coração – coloque sobre Ele toda sua angústia, dor e fraqueza, deposite nele toda a sua confiança e fé. Em oração nós levamos tudo isso a Deus, através de Cristo, e Ele nos responde com seu Espírito em sua Palavra e Sacramentos e através dos irmãos na fé.

Na epístola Paulo nos diz: Pois pela graça de Deus vocês são salvos por meio da fé. Isso não vem de vocês, mas é um presente dado por Deus. A salvação não é o resultado dos esforços de vocês; portanto, ninguém pode se orgulhar de tê-la (Ef 2.8-9).

Esta solução de Deus em Cristo é por graça e não podemos nem precisamos fazer algo para tê-la em nossa vida. Precisamos apenas, como os israelitas, reconhecer sinceramente nossos pecados e confiar no perdão, na força e no consolo que vem de Deus, através do Cristo que foi crucificado e levantado por nós e em nosso lugar.

Para que você e eu sejamos salvos e tenhamos paz já aqui, mesmo em meio aos sofrimentos, e por toda a eternidade, Deus nos convida para que confiantemente olhemos para Jesus! Ele está conosco em sua Palavra e Santa Ceia e nos concede a vitória sobre as cobras mortíferas do pecado, da morte e do diabo.

Olhemos para Jesus! Ele se deu por nós e está sempre pronto a nos ajudar e, principalmente, a nos dar nova vida e vida eterna. Amém.

domingo, 11 de março de 2012

NÓS PREGAMOS O CRISTO CRUCIFICADO!


Leia em sua Bíblia 1 Coríntios 1.18-31.


O que a sua igreja proíbe? O que ela prega? “Nossa, você é evangélico e pode usar isso, beber aquilo, fazer tal coisa!”

Talvez você tenha ouvido essas frases ou outras parecidas. Num Brasil cada vez mais “evangélico”, está ficando difícil saber o que se entende por “evangélico”, ao mesmo tempo em que praticamente todos os cristãos não católicos são classificados de “evangélicos”.

Para muitos, ser “evangélico” significa estar num grupo onde há bastante apelo às emoções e muitas regras e obrigações, como a oferta obrigatória de 10% dos seus ganhos e a proibição de comer ou beber certas coisas ou usar certas roupas, por exemplo. As regras destes “evangélicos” variam muito entre as centenas (ou milhares) de denominações que se auto-intitulam “igreja evangélica”.

Para outros, ser “evangélico” é estar numa denominação onde o ponto principal é a busca pela prosperidade material, saúde e felicidade física e emocional, e onde normalmente há “campanhas”, “correntes” ou “passos” de fé para se alcançar esta prosperidade.

Nestes grupos, Jesus é pregado, é claro. Mas, infelizmente, Ele geralmente é colocado ou como um novo Moisés, dando novas leis e regras que as pessoas devem seguir para serem abençoados, e um juiz que vigia para ver quem cumpre ou não suas ordens; ou então é apresentado como um grande curandeiro, milagreiro e distribuidor de bênçãos materiais, quase como o gênio da lâmpada das histórias infantis.

Pouco ou nada se ouve, nesses grupos “evangélicos”, sobre o Cristo que o apóstolo Paulo pregava e que nos é apresentado na epístola de hoje. Parece que Paulo está falando de outro Jesus e que não está na igreja “evangélica” certa.

E é isso mesmo: Paulo fala de um outro Cristo, bem diferente deste que é anunciado, usado e abusado em muitas denominações hoje em dia. Ele diz no v. 23: Mas nós anunciamos o Cristo crucificado – uma mensagem que para os judeus é ofensa e para os não judeus é loucura. E para não deixar dúvida, logo depois, no capítulo 2 ele repete: Porque, quando estive com vocês, resolvi esquecer tudo, a não ser Jesus Cristo e principalmente a sua morte na cruz (2.2).

O Cristo pregado por Paulo, pelos evangelistas e apóstolos e por toda a Bíblia é o Cristo crucificado, que era uma ofensa e escândalo para os judeus e uma loucura para os gregos e outros não judeus.

O Cristo crucificado, que veio ao mundo para cumprir a Lei de Deus, da qual falam os textos do AT e Salmo do terceiro domingo na Quaresma (Êx 20.1-17, Sl 19), em nosso lugar, pois não podemos cumpri-la de modo algum, e que veio também para morrer na cruz por todos os pecadores, pagando o preço e o castigo pelos nossos pecados e nosso descumprir da Lei de Deus – este Cristo era e ainda é hoje uma ofensa e escândalo para muita gente, e loucura para outros tantos.

Sim, meus irmãos, o Cristo crucificado é uma ofensa e escândalo para aqueles que buscam nele apenas bem-estar físico e material. Era assim para os judeus da época de Jesus e Paulo, que em sua maioria esperavam um salvador político e distribuidor de bênçãos materiais.

Vemos isso, por exemplo, quando Jesus alimenta uma multidão multiplicando pães e peixes em João 6. O povo procura Jesus no dia seguinte para buscar mais comida grátis (Jo 6.26), mas quando Jesus disse que veio como o Pão do céu, no qual deveriam crer (Jo 6.29,35) para serem salvos da morte eterna (Jo 6.40), foi criticado e muitos o abandonaram (Jo 6.41,42,66).

Hoje também é assim: muita gente não quer ouvir falar de pecado, condenação eterna, Cristo crucificado para dar vida eterna e perdão. Buscam religiões e igrejas que pregam o Cristo milagreiro, que satisfaz as necessidades físicas e materiais para o aqui e agora, exatamente como os judeus que seguiam Jesus. É o que chamamos de teologia da prosperidade ou da glória, pois se quer ter a glória do céu aqui no mundo, já, aqui e agora.

Para outros Cristo crucificado é loucura, pelo mesmo motivo que era para os gregos no tempo de Paulo: se eu não posso compreender lógica e racionalmente como um homem considerado santo e filho de Deus acabou morto como um terrível bandido e, mais irracional ainda, que ele ressuscitou dos mortos, então isso é loucura para mim.

No meio disso tudo, onde há “evangélicos” que pouco ou nada pregam realmente do Evangelho, isto é, a boa nova da salvação e perdão gratuitos dados por Cristo, pela fé nele e somente pela graça de Deus – e por isso nem deveriam usar o título de “evangélicos”, e onde há tanta gente cética e dura de coração, estamos nós, cristãos da IELB - Igreja Evangélica Luterana do Brasil.

E o que nós, cristãos luteranos, pregamos? Simplesmente pregamos o mesmo que Paulo: nós pregamos o Cristo crucificado! O Cristo que morreu e ressuscitou para nos dar o perdão dos pecados, vida e salvação eterna. O Cristo que prometeu e enviou o seu ES, que nos dá e mantém na fé pela sua Palavra, Batismo e SC. O Cristo que promete que nada nos faltará enquanto vivemos neste mundo, onde sofremos mas temos a vitória por meio dele (Jo 16.33), pois Ele sempre está conosco, como prometeu em Mateus 28.

Nós pregamos o Cristo crucificado! O Cristo que é o poder e a sabedoria de Deus, como diz Paulo (1.24), e por meio de quem somos aceitos por Deus, nos tornamos o povo de Deus e somos salvos, como lemos no v. 30.

Nós pregamos o Cristo que, se viesse fisicamente ao mundo hoje, provavelmente faria em muitos templos o que fez no templo de Jerusalém, como lemos no Evangelho de hoje: faria uma limpa onde estão comerciando a Palavra de Deus e vendendo suas bênçãos, e diria a muitos: Parem de fazer da casa do meu Pai um mercado! (Jo 2.16).

Nós pregamos o Cristo crucificado! O Cristo que dá significado profundo e verdadeiro à palavra “evangélica” no nome de nossa igreja: o Cristo que veio para libertar do pecado e da lei, e não escravizar-nos a leis e regras humanas; o Cristo que veio dar a maior benção – a salvação eterna, de graça, e não prometer-nos o paraíso aqui no mundo, em troca de nossas ofertas ou obras; o Cristo que convida, oferece e dá vida verdadeira, e não obriga, não oprime nem aprisiona ninguém.
 
Nós pregamos o Cristo crucificado! Pregamos o Cristo que é único Caminho que leva a Deus, a única Verdade que salva e satisfaz e a única Vida que é perfeita e dura muito além da vida neste mundo, mas que passou pela cruz para ser tudo isso e, por isso, chamamos esta pregação de teologia da cruz.
 
Muita gente, meus irmãos, precisa conhecer este Cristo, para crer nele e torna-se um verdadeiro evangélico, isto é, alguém que é salvo pelo Evangelho do Cristo crucificado e vive pelo Evangelho do Cristo ressuscitado. Vamos então cada vez mais e melhor, com o poder de Cristo em nós, pregar o Cristo crucificado, o Cristo Salvador! Amém.
 

segunda-feira, 5 de março de 2012

QUANTO VALE A SUA ALMA?

Leia em sua  Bíblia Marcos 8.27-38


Vocês sabem que muita gente vende seu corpo ou explora o corpo de outras pessoas, e muitas vezes por bem pouco. Há poucos dias vi no jornal uma mãe que estava vendendo sua filha de 13 anos para comprar drogas.

Há prostitutas, garotos de programa, crianças, adolescentes e jovens oferecendo seus corpos para serem usados e abusados, sob risco de contrair doenças e até morrer, por míseros reais, na prostituição e no tráfico de drogas.

Outros, em troca de dinheiro, fama ou bens, vendem sua honra, honestidade e caráter – muitos políticos, por exemplo.

Enfim, para muita gente seu corpo e sua honra valem muito pouco. Mas há um problema maior ainda: para muita gente, a sua alma também vale muito pouco. Trocam a alma por dinheiro, prazer, fama, prosperidade ou até por simples comodismo ou indiferença.

E para nós, quanto vale a alma? Para você, quanto vale a sua alma? O salmo 49 diz que não há dinheiro que pague a vida de alguém e que ninguém pode pagar a Deus o preço da sua vida (Sl 49.8,7).

Quanto vale a sua alma? Para Jesus, ela vale muito. Para Ele, a sua e a minha alma custaram caríssimo – a vida dele na cruz! Em nosso texto, ele diz aos discípulos que ele seria rejeitado pelos líderes de seu povo e seria morto, para depois ressuscitar (v. 31).


Jesus diz claramente que teria que sofrer e ser morto, mas Pedro não aceitou. Usado pelo diabo, tentou desviar Jesus de sua missão de pagar na cruz pelas almas de todos os pecadores.

Hoje também é assim: muitos não compreendem a missão e o sacrifício de Cristo e desprezam sua salvação – mesmo alguns que já crêem ou já creram nele, pois o diabo continua agindo, tentando nos desviar da salvação de Jesus. Muitos ainda acham que Cristo é um salvador apenas para os males físicos e buscam nele bens materiais e prosperidade, por exemplo.

Pergunto de novo: quanto vale a sua alma? Quando pensamos como o ser humano pensa, damos pouco valor à nossa alma e ao sacrifício de Jesus na cruz para salvar-nos da condenação eterna.

E quando fazemos isso? Quando, por exemplo, não pensamos que é importante estar presente em cada culto – desprezamos o próprio Jesus que vem a nós na Palavra e Santa Ceia. Também damos pouco valor à nossa alma quando não a alimentamos com a Palavra de Deus em nossa casa, com a família e em nossa vida particular, e quando não a praticamos no dia a dia, pois ouvir a Palavra de Jesus e não praticá-la é construir a vida sobre a areia (veja Mateus 7.24-27).

E quando damos pouco valor aos irmãos na fé ou não achamos importante levar o amor de Jesus a outros, também estamos dando pouco valor às almas dessas pessoas.

Quanto vale a sua alma? Para Deus ela vale tudo! Por isso Ele provou seu amor por nós com ação – enviou Jesus para ser sacrificado em nosso lugar. Quando nós compreendemos este profundo amor de Deus e vemos quanto nossa alma vale para Ele, podemos então suportar com alegria, paciência e consagração o “custo” de seguir a Jesus, como vemos nos v. 34-37 de nosso texto.

Ao mesmo tempo, não trocamos nossa alma por nada (v.36) e não temos vergonha de mostrar com nossa vida que Jesus é o nosso amado Salvador (v.38).

Em Romanos o apóstolo Paulo diz que agora que fomos aceitos por Deus por nossa fé nele, temos paz com ele por meio do nosso Senhor Jesus Cristo (Rm 5.1). Cristo levou a cruz mais pesada – a dos nossos pecados. Nós éramos inimigos de Deus, diz Paulo, mas ele nos tornou seus amigos por meio da morte do seu Filho. E, agora que somos amigos de Deus, é mais certo ainda que seremos salvos pela vida de Cristo (Rm 5.10).

Cristo pagou o preço pela nossa alma, e Deus aceitou este pagamento. Agora ele nos acompanha com sua graça, amor e salvação e, por isso, podemos seguir e servir a Jesus com alegria, colocando o seu Evangelho como a coisa mais importante de nossa vida, tendo e recebendo dele a vida verdadeira, vida de perdão e salvação eterna para o corpo e a alma.

Quanto vale a sua alma? Para Deus ela é valiosíssima! Por isso, acompanhe Jesus, coloque os interesses dele acima de tudo e não tenha vergonha dele, pois Ele pagou pela sua alma na cruz e promete levar você à vida eterna!

Como diz Paulo, também nós nos alegramos por causa daquilo que Deus fez por meio do nosso Senhor Jesus Cristo, que agora nos tornou amigos de Deus (Rm 5.11).

         Que o Senhor conceda a cada um de nós a alegria de saber que nossa alma vale muito para Ele, e nos faça dar também muito valor a ela, alimentando-a com a Palavra e Santa Ceia, para recebermos a força que só Cristo pode nos dar, para o seguirmos fielmente, carregando nossa cruz e, um dia, recebermos em lugar da cruz a coroa da vida eterna! Amém.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

O SENHOR proverá!

Leia em sua Bíblia Gênesis 22.1-18


Estimados irmãos e irmãs no Salvador Jesus.



Assim como onde há fogo, há calor, podemos dizer que onde há cristãos há tentações e provas. Como no evangelho de hoje Jesus foi tentado pelo diabo, nós também somos tentados pelo pecado, por nosso “eu” pecador, pelo mundo e pelo próprio diabo.


No texto do AT, Abraão foi provado por Deus em sua fé e na epístola Tiago diz que feliz é aquele que nas aflições continua fiel (Tg 1.12). Tiago também nos diz que Deus não tenta ninguém, para levar a pessoa ao erro.


Porem, Deus prova seus filhos para fortalecer sua fé, prometendo que Ele mesmo vai prover o poder para que seus filhos sejam sustentados na prova. Pensando nisso, queremos com o texto de Gn 22 refletir sobre este tema: O SENHOR proverá!


Deus provou a fé de Abraão ao ordenar que oferecesse seu filho Isaque, filho de sua velhice, tão esperado e amado, como sacrifício queimado ao Senhor. Abraão, certamente com seu coração dolorido e sem entender este pedido do Senhor, mas sem questionar, obedeceu a Deus, e quando Isaque perguntou onde estava o cordeiro para o sacrifício, Abraão respondeu: Deus dará o que for preciso, ou, o SENHOR proverá (v. 14).


Deus viu a fidelidade de Abraão e não deixou que matasse seu filho, providenciando um carneiro para substituí-lo no altar, como lemos nos versículos 9 a 14.


Abraão foi provado na fé, obedeceu a Deus e foi aprovado. Nós também somos provados na fé, e corremos alguns riscos nas provações. Um é o de culpar a Deus por nossas dificuldades e angústias. Outro é o de acharmos que sozinhos podemos resistir às provas e tentações, com nossas próprias forças. A verdade é que não podemos e, quando confiamos em nós mesmos, nos afundamos ainda mais nos problemas e mais facilmente caímos nas tentações.


Outra idéia errada é pensar que com as provas e sofrimentos estamos “pagando nossos pecados”. É errado porque ninguém pode pagar por seus pecados diante de Deus. Também é um erro pensar que se praticamos algum mal ou caímos na tentação, podemos ajeitar as coisas fazendo alguma coisa boa para compensar. Se tentarmos fazer isso é pior ainda, pois então estamos querendo comprar o perdão de Deus.


Qual deve ser então nossa atitude diante das provas e tentações? Como Abraão, devemos saber e confiar que o SENHOR proverá!


O SENHOR proverá! Primeiro, o Senhor proverá o substituto que faz por nós o sacrifício perfeito. No texto, Deus providenciou o carneiro para o lugar de Isaque no altar. Do mesmo modo Ele providenciou um substituto que fez por nós o sacrifício perfeito – Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.


Ele veio ao mundo como servo e aqui, além de cumprir toda a vontade e lei de Deus, pagou por todos os nossos pecados, que não podemos pagar e que nos condenam à morte eterna. Ele pagou com seu sacrifício perfeito na cruz, morrendo em nosso lugar como oferta ao Senhor por nossos pecados e para nossa salvação.


O SENHOR proverá! Segundo, o Senhor proverá o auxílio nas tentações e provas. Ele ajudou Abraão, dando-lhe a fé nas promessas de Deus e o carneiro, quando já ia matar seu filho como sacrifício ao Senhor.


Assim Deus não somente deu Cristo como nosso substituto perfeito, mas ainda nos acompanha cada dia com sua graça, sustentando-nos pelo Evangelho quando somos tentados ou provados na fé. É por causa da sua promessa, que é sempre fiel e tem valor eterno, que podemos ficar firmes mesmo no meio das mais duras provas, e ter na sua promessa de salvação a fonte de fortalecimento e consolo em todas as horas.


O apóstolo Paulo, em 1Co 10.13, diz: As tentações que vocês tem de enfrentar são as mesmas que os outros enfrentam; mas Deus cumpre a sua promessa e não deixará que vocês sofram tentações que vocês não tem forças para suportar. Quando uma tentação vier, Deus dará forças a vocês para suportá-la, e assim vocês poderão sair dela.


Irmãos e irmãs: O SENHOR proverá! Quando somos tentados pelo diabo, o mundo e por nosso velho “eu” pecador, o Senhor proverá forças e poder para suportamos e vencermos as tentações. Quando Deus provar nossa fé, Ele também proverá auxílio e forças para confiarmos mais nele e sairmos da provação com a fé fortalecida e aumentada.


Quando as dificuldades da vida provam nossa fé e confiança em Deus, quando temos problemas e sofrimentos, lembremos que Jesus foi tentado (Hb 4.15) e sofreu muito (Hb 5.7-9), principalmente em sua paixão e morte, mas a tudo venceu e ressuscitou, deixando-nos esta palavra de ânimo: No mundo vocês vão sofrer; mas tenham coragem! Eu venci o mundo! (Jo 16.33).


Fiquemos então com o coração firme na promessa de Deus: O SENHOR proverá! Sobre esta promessa podemos depositar toda a nossa vida, pois se admiramos o amor de Abraão a Deus ao obedecer a ordem de sacrificar seu filho, muito mais motivo temos para adorar nosso Deus por seu amor por nós, pois Ele não poupou o seu Filho, único e amado, mais deixou que o matassem na cruz!


O SENHOR proverá! Em toda sua vida, estimado irmão e irmã, entregue todas as suas preocupações e planos a Deus em oração e busque sua orientação e a força do seu Espírito na Palavra e Santa Ceia. Pois para você é a mesma promessa que Deus fez a Abraão, de que tudo o que é necessário você receberá do Senhor. Como diz Paulo, se Deus entregou seu Filho por nós, também nos dará todas as outras coisas (Rm 8.32) que precisamos.


Tenha sempre esta certeza: em Cristo, O SENHOR PROVERÁ!  Amém.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Vamos ouvir o que Jesus diz!



Leia em sua Bíblia Marcos 9.2-9


Neste último domingo do tempo de Epifania lembramos a transfiguração de Jesus, onde ele mostra a alguns discípulos toda a sua glória, antes de entrar em seus dias de sofrimento e dor, que vamos lembrar a partir desta semana na Quaresma.


Seis dias antes da transfiguração, Jesus tinha dito aos discípulos que ele teria que sofrer e morrer nas mãos dos líderes judeus. Agora, levando Pedro, Tiago e João a um monte, Jesus foi transformado – transfigurado diante deles - seu corpo, rosto e roupas ficaram muito brancos e brilhantes – e apareceram com ele Moisés e Elias, os representantes do AT.


Esta transfiguração causou reações: os discípulos ficaram assustados e Pedro, sem saber o que fazer, falou sobre fazer três barracas, pois queria ficar ali no monte.


Deus também “reagiu”: sua voz veio de uma nuvem e disse: “Este é o meu Filho querido. Escutem o que ele diz!”


Os discípulos viram, por um breve momento, a glória de Deus revelada em Jesus. E mesmo sem compreender o que aconteceu, a fé deles foi fortalecida e depois desceram do monte com Cristo, pois ele ainda tinha que cumprir a principal parte de sua missão: deixando de lado seu poder e glória divinos, ele tinha que ser humilhado e morto para tornar-se o salvador de todos os pecadores.


A voz de Deus disse aos discípulos: Escutem o que ele diz! O que isso queria e quer dizer ainda hoje?


Primeiro, entendemos isso como uma recomendação para que os discípulos ouvissem e cressem, isto é, aceitassem como verdadeiras as palavras de Jesus, inclusive o que ele tinha dito sobre seu sofrimento e morte. Da mesma forma nós também devemos ouvir e crer em Jesus, mesmo quando não compreendemos logo o que Ele quer dizer, como foi com os discípulos naquela hora.


Segundo, escutem o que ele diz também se refere ao que é dito no v. 9: Jesus mandou que não contassem a ninguém o que tinham visto, até que o Filho do Homem ressuscitasse. Como vemos no v. 10, eles obedeceram essa ordem, mesmo sem entende-la bem. Da mesma forma Deus também espera que nós não apenas escutemos sua Palavra aqui na igreja ou num estudo bíblico, mas que sejamos fiéis a ela em nossa vida do dia a dia no mundo.


A voz de Deus também diz a nós, os discípulos de hoje: Escutem o que ele diz! Jesus tem uma palavra de amor para cada momento ou situação de nossa vida e por isso fazemos bem em sempre ouvi-lo com atenção. Assim, meus irmãos, vamos ouvir o que Jesus diz!


Pedro, ao ver a glória de Jesus com Moisés e Elias, queria ficar ali mais um tempo. Mas Jesus mostrou-lhes que não podiam ficar, onde tudo estava bom e agradável, longe dos problemas lá embaixo no mundo.


Nós também muitas vezes gostamos de ouvir Jesus e ficar com ele quando tudo está bom e agradável - aqui na igreja, por exemplo. Mas ele nos convida a descer do monte, isto é, a sair daqui e enfrentar os problemas e afazeres da vida, com ele ao nosso lado, pois é no mundo que ele precisa que nós o escutemos e então compartilhemos com os outros o que ele nos diz.


Vamos ouvir o que Jesus diz! Nosso mundo é cheio de “vozes” diferentes. Vozes que nos convidam a trilhar diversos caminhos, que muitas vezes parecem ser muito bons e atrativos. Temos tanta informação e opiniões diferentes, inclusive na questão da fé, que podemos até questionar: que voz eu devo ouvir e seguir? Quem está dizendo a verdade?


Então, repito: vamos ouvir o que Jesus diz! A voz de Jesus, revelada na sua Palavra, é certa e verdadeira, é coerente consigo mesma e sempre quer nosso bem e nossa salvação. Ouçam o que ele diz:


O Espírito de Deus é quem dá a vida, mas o ser humano não pode fazer isso. As palavras que eu lhes disse são espírito e vida (Jo 6.63).

Quem ouve as minhas palavras e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não será julgado, mas já passou da morte para a vida (Jo 5.24).

A pessoa que é de Deus escuta as palavras de Deus (Jo 8.47).


E também João diz em sua primeira carta: Quem tem o Filho em a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida (1Jo 5.12).


Vamos ouvir o que Jesus diz, porque:


Ø Quando a culpa pesa sobre você, Jesus lhe diz: Eu sou a porta: quem entrar por mim, será salvo. Eu vim para que tenham vida, e vida em abundância (Jo 10.9,19); e, meu filho, os seus pecados estão perdoados (Mc 2.5).

Ø Quando as dificuldades da vida parecem lhe sufocar, você pode ouvir Jesus dizendo: No mundo vocês vão sofrer; mas tenham coragem. Eu venci o mundo (Jo 16.33).

Ø Quando parece que mais ninguém se importa, ninguém quer lhe ajudar, Jesus lhe diz: Venham a mim, todos vocês estão cansados de carregar as suas pesadas cargas, e eu lhes darei descanso (Mt 11.28).

Ø Quando o fim parece perto e o futuro parece não ter esperança, Jesus vem a você e aponta outra realidade e esperança: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em mim, nunca morrerá (Jo 11.25-26).


Vamos ouvir o que Jesus diz, porque é para mim e para você que a voz do céu fala hoje, na Palavra de Deus: Escutem o que ele diz!

          É na sua Palavra que Jesus hoje nos traz palavras de consolo, orientação, perdão, vida e salvação eterna. Vamos ouvir o que Jesus nos diz também através de um irmão na fé, do pastor, do estudo bíblico, do sermão, do devocionário, dos livros e músicas cristãs.


Escutem o que ele diz! É o que Deus disse aos discípulos no monte da transfiguração e é o que ele nos diz hoje, meus irmãos e irmãs. Que o ES nos faça sempre ouvir Jesus e somente a Ele, pois só o seu Evangelho é o poder de Deus para salvar aquele que crê, só a sua palavra é para nós espírito e vida.


Vamos ouvir o que Jesus diz! Assim estaremos sempre com Jesus e seremos verdadeiramente felizes! Amém.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Tudo muda – nada muda!



Ouvi numa rádio, na semana passada, que uma senhora em Cuba completou 127 anos (nasceu em 1885!). O locutor ressaltou que ela vivenciou a virada de dois séculos, tudo o que aconteceu neste tempo e como o mundo mudou neste período. De fato, é uma experiência rara e certamente fascinante!

Aqui morreu o cantor Wando, aos 66 anos, depois de ficar internado vários dias com problemas no coração. Apesar de ser muito mais famoso que a centenária senhora de Cuba, e certamente ter muito mais recursos financeiros que ela, Wando alcançou pouco mais da metade da sua idade!

Isto nos mostra que uma coisa não mudou nestes dois séculos de vida da vovó cubana, nem com todos os recursos disponíveis em nosso tão esperado século XXI – a morte. Ela continua atingindo a todos – famosos e anônimos, ricos e pobres, letrados e analfabetos, americanos, europeus, africanos e asiáticos.

Podemos dizer então que em nosso mundo tudo muda, mas no fundo nada muda. Pessoas continuam nascendo, vivendo e morrendo como sempre foi, e das mesmas causas: doença, fome, guerra, acidentes, tragédias da natureza. Nem todo o desenvolvimento na medicina, agricultura ou tecnologia pode evitar o confronto final de cada ser humano com a morte.

Tudo muda - nada muda, como já dizia o sábio Salomão, cerca de 1000 anos antes de Cristo: “O que aconteceu antes vai acontecer outra vez. O que foi feito antes será feito novamente. Não há nada de novo neste mundo” (Eclesiastes 1.9). No capítulo 3 do mesmo livro, o sábio diz que há tempo certo para tudo: tempo de plantar e de colher, de ficar triste e de alegrar, (e assim segue a lista) e, é claro, tempo de nascer e tempo de morrer.

Se o fato da morte não muda e no fim “tudo é ilusão e é tudo como correr atrás do vento” (Eclesiastes 1.14), pois nada trazemos ao mundo e nada vamos levar, o que nos resta? Vale a pena viver? Como ter uma vida que tem sentido, se no fim tudo muda, mas nada muda?

Aí outro sábio, também guiado por Deus - o apóstolo Paulo - nos diz em 2 Coríntios 5.17: “Quem está unido com Cristo é uma nova pessoa; acabou-se o que era velho, e já chegou o que é novo”.

Com Cristo em nossa vida tudo muda para nós – de pecadores condenados passamos a ser pecadores salvos, por causa da sua obra salvadora por nós na cruz e na ressurreição. Até a morte muda, pois para o que crê em Jesus, ela não é fim, mas um novo começo.

Tudo muda, mas não o que Cristo nos diz em João 11.25.26: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em mim, nunca morrerá. Você acredita nisso?”

Estimado leitor, eu acredito nisso! Por isso, neste mundo em que tudo muda, mas nada muda, fiquemos firmes naquilo que nunca mudará – o amor de Deus dado a nós em seu Filho Jesus Cristo. Este amor nos faz viver bem mais que 127 anos – nos faz viver eternamente com Deus neste mundo e, um dia, lá onde “não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor” (Ap 21.4).