BEM-VINDO AO NOSSO BLOG!


Com muita alegria apresentamos o blog da Paróquia Evangélica Luterana Renascer em Cristo , com sede em Rio Branco, AC.


Além da sede, que fica no bairro Estação Experimental, no caminho do aeroporto, temos também um ponto de pregação aqui na capital no bairro Areal.


No interior atendemos Brasiléia, na divisa com a Bolívia, a 230 Km de Rio Branco, e Redenção e Ramal do Bigode, município de Acrelândia, a 110 Km da capital. Outro ponto de pregação fica na estrada que vai a Porto Acre, a 35 Km daqui.


Queremos compartilhar com vocês mensagens, fotos, informações e notícias de nosso trabalho, com o grande objetivo de levar Cristo para todos, especialmente em nosso estado e região, com é o lema de nossa IELB - Igreja Evangélica Luterana do Brasil.


Um grande abraço, no amor de Cristo!



Pastor Leandro.






segunda-feira, 24 de junho de 2013

Muito perdão gera muito amor!

Leia em sua Bíblia Lucas 7.36-50 e Salmo 32.1-7




Estimados irmãos e irmãs no Salvador Jesus.

O estudioso da Bíblia Martin Franzmann, comentando sobre a história dos dois devedores em Mateus 18, escreveu: “O reino dos céus significa que Deus, o Rei, por pura compaixão divina perdoou a dívida e libertou o prisioneiro. Portanto existe uma ‘necessidade’ de perdão na vida do discípulo, uma compulsão de misericórdia que não pode ser negada. O perdão é o chão onde o discípulo caminha, e o ar que ele respira; ele só existe em termos de perdão. A Palavra do perdão que a igreja ouve enche a igreja com perdão... Um homem... morre se ignorar isto. O discípulo que não quer viver para com seu próximo na Palavra de perdão que ele ouviu do seu Deus perde o direito à Palavra perdoadora de Deus. Se ele violar a comunhão com o irmão que Deus colocou do seu lado, ele perde o direito à sua comunhão com Deus” (Segue-me, p. 154-156 no original em inglês).

No Salmo 32 Davi nos fala de seus sentimentos de angústia enquanto não confessou seu pecado ao Senhor, e de alegria e alívio quando foi perdoado, como podemos ver em 2 Samuel 11 e 12.

Em Gálatas 2.15-21, 3.10-14 vemos que Deus nos aceita por meio da fé em Cristo, em quem temos perdão e salvação, e não por cumprir leis ou obras humanas.

E no evangelho de Lucas 7.36-50 temos o relato da mulher pecadora que mostrou grande amor a Jesus lavando seus pés com suas lágrimas e secando com seus cabelos, beijando os pés de Jesus e derramando um perfume neles.

Ao ser criticado pelo dono da casa por deixar aquela mulher considerada pecadora e de má fama tocar nele, Jesus contou uma pequena história de dois devedores que foram perdoados, mas com uma diferença – um deles devia dez vezes mais que o outro. Confira novamente o que Jesus disse nos versículos 42c-47.

Em outras palavras, Jesus mostrou a Simão que a demonstração de amor da mulher não foi feita para conquistar o perdão de Jesus, o que seria impossível, como vemos na leitura de Gálatas, mas justamente para mostrar o quanto ela se sentia perdoada e amada pelo Mestre. Enquanto isso, o dono da casa não demonstrou a Jesus sequer a boa educação que se esperava naquela época para com um convidado.

O que Simão fez não é diferente do que nós muitas vezes fazemos ainda hoje: olhamos para os pecados do outro e nos esquecemos que somos tão pecadores como qualquer pessoa. Como diz Jesus em Mateus 7.3, por que é que você vê o cisco que está no olho do seu irmão e não repara na trave de madeira que está no seu próprio olho? Ou usando um ditado que conhecemos, “o macaco nunca olha para o seu próprio rabo...”

Se fazemos isso com muita frequência e não queremos dar ao outro o mesmo perdão que recebemos de graça de nosso Pai, então o perdão não está sendo o ar que respiramos e o chão no qual caminhamos, e o diabo está nos vencendo na luta espiritual.

Jesus diz que o seu Espírito nos convence do pecado (Jo 16.8). Então, se não nos achamos tão pecadores assim e que temos o direito de negar o perdão ao outro, demonstrando pouco amor, como o fariseu Simão, é porque talvez não estamos deixando a Palavra do Senhor enraizar-se em nosso coração e o Espírito agir em nós.

Outro ditado que conhecemos diz que “mente desocupada é oficina do diabo”. Por isso, se reconhecemos que Deus, através de Cristo, nos perdoou e perdoa muito todos os dias, em vez de ficarmos fiscalizando o pecado e os defeitos dos outros, criticando e julgando, demonstremos muito amor a Jesus como fez aquela mulher. E como fazemos isso hoje? Você pode, por exemplo:

·      Dar aula ou auxiliar na Escola Bíblica;
·      Visitar doentes e necessitados, especialmente os irmãos na fé;
·      Visitar ou telefonar para pessoas que visitaram sua congregação, ou que estão afastadas da comunhão de fé;
·      Ajudar no serviço social da congregação;
·      Ajudar mães ou pais solteiros ou viúvos a criar seus filhos;
·      Ajudar no trabalho missionário e evangelístico da congregação, distribuindo folhetos e material da igreja em seu bairro, trabalho, escola, etc;
·      Perguntar ao seu pastor e diretoria sobre outras oportunidades de ajudar no trabalho do Reino de Deus, dentro e fora da igreja.

Lembramos hoje (24.06) os 109 anos de nossa IELB. São anos de muitas bênçãos do Senhor sobre nossos antepassados e sobre nós hoje, anos em que o nosso pecado abundou, mas o perdão de Deus superabundou, como diz o apóstolo Paulo.

Temos como lema “Cristo para todos” e, no entanto, nosso crescimento numérico é minúsculo. É sempre oportuno, então, fazermos autocrítica e nos perguntamos: por que crescemos tão timidamente, se há mais de 20 anos repetimos esse lema tão bonito?

Será que um dos motivos não é porque agimos como o fariseu, que achou que aquela mulher aos pés de Jesus não era digna do perdão? Ou seja, na prática nem sempre o nosso Cristo é para todos mesmo? Ou quem sabe muitas vezes agimos como Davi, que durante muito tempo tentou esconder seu pecado, como lemos no Salmo 32 – tentamos encobrir nossos pecados, nosso comodismo e frieza com todo tipo de desculpas, às vezes atacando e criticando os outros para desviar a atenção dos nossos próprios pecados?

Que maravilha, meus irmãos, que o Jesus que aceitou a demonstração de amor daquela mulher pecadora é o mesmo Jesus que diz a nós hoje o que disse a ela: Os seus pecados estão perdoados. A sua fé salvou você. Vá em paz.

Quando Davi, depois de ouvir a história e a repreensão do profeta Natã, disse: Eu pequei contra Deus, o SENHOR, imediatamente o profeta lhe respondeu: O SENHOR perdoou o seu pecado, você não morrerá. Por isso ele exclama no Salmo 32: Feliz aquele cujas maldades Deus perdoa e cujos pecados ele apaga!


Este Deus oferece diariamente a mim, a vocês e a todos os pecadores o mesmo perdão que ofereceu a Davi, à mulher pecadora e também ao fariseu Simão. E Ele mesmo nos move, através da sua Lei, a reconhecermos e confessarmos nossos pecados, para então receber seu gracioso perdão através do Evangelho.

Este, meus irmãos, é o grande e principal “produto” ou “mercadoria” que nós, como cristãos luteranos da IELB, oferecemos ao mundo em que vivemos, às pessoas que Deus coloca em nosso caminho no dia a dia: o perdão de Deus que recebemos em Cristo.

Ao celebrarmos 109 anos de trabalho e bênçãos do Senhor sobre nós aqui no Brasil, lembremos da palavra de Jesus a Simão: o grande amor que ela mostrou prova que os seus muitos pecados já foram perdoados. Mas onde pouco é perdoado, pouco amor é mostrado. Ou seja, muito perdão gera muito amor!

Que o muito perdão que recebemos em Cristo produza em cada um de nós muito amor a Jesus, que vamos demonstrar amando sua Palavra – valorizando os cultos, estudos bíblicos e oportunidades de crescer no conhecimento e na fé – e amando o próximo, colocando tudo o que somos e temos a serviço do outro, dentro e fora da igreja, para que as pessoas vejam em nós sempre o Cristo que perdoa e nunca o fariseu que critica e se acha superior.

Que o perdão de Jesus seja sempre o ar que respiramos e o chão no qual caminhamos, e assim de fato levaremos Cristo para todos, pois muito perdão gera muito amor! Amém.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Deus nos toca com nova vida!


Leia em sua Bíblia 1 Reis 17.17-24 e Lucas 7.11-17

Depois de voltar de uma festinha de aniversário, uma menininha brincava muito feliz com um balão que trouxe de lá, um balão em formato de coração e cheio de gás, que o fazia flutuar. Mas, de repente, BUM!, e acabou a brincadeira. Confiando que o pai sabia fazer tudo, ela vai chorando pedir a ele para consertar seu balão furado. É claro que ele não conseguiu. Você já viu alguém conseguir consertar um balão que estourou?

Quando a vida se parece com esse balão, sem conserto, a quem recorremos? É possível consertar a vida? A verdade é que existe apenas um que pode consertar nossa vida, e Ele nos convida a buscá-lo – Deus.

Tanto a leitura do Antigo Testamento como a do Evangelho nos mostram que nosso Deus é aquele que conserta a vida humana quando ele toca a morte com nova vida. E é a este Deus gracioso que devemos recorrer para consertar nossas vidas frágeis e breves.

Com o poder de Deus, Elias e Jesus trazem de volta à vida os filhos das viúvas, tocando-os e tirando deles o poder da morte. Como na história das duas viúvas, quando ninguém mais é capaz de nos livrar da morte, Deus nos socorre. Por causa de sua ação amorosa, não estamos mais mortos em nossos pecados, mas vivemos perdoados. Não vivemos mais com medo e incerteza, mas temos nova vida, vida que é nossa pela união com Cristo, que por nós morreu e ressuscitou.

Mas, a morte existe e nos lembra que somos pecadores. Em nosso texto, depois de Deus ter alimentado o profeta, a viúva e seu filho por muito tempo de maneira milagrosa, de repente o menino adoeceu e logo morreu. A mãe então perguntou ao profeta: Homem de Deus, o que o senhor tem contra mim? Será que o Senhor veio aqui para fazer com que Deus lembrasse dos pecados e assim provocar a morte do meu filho? (v. 18).

Isso mostra que ela tinha consciência de ser pecadora e sabia que a morte era conseqüência do pecado.

Hoje não é diferente. A morte e as doenças nos fazem perguntar muitas vezes: “Por que Deus? Porque minha esposa tem câncer? Por que aconteceu esse acidente? Por que isso aconteceu com a gente, Senhor?” A verdade é que a vida é muito frágil e passageira e nunca sabemos quando a morte pode chegar para nós e nossos queridos.

Assim foi com o menino em nosso texto – um dia estava bem, comendo da farinha e azeite que Deus multiplicou através do profeta. De repente ficou doente e morreu rapidamente. A morte é misteriosa: nós não sabemos nem entendemos por que para alguns ela vem mais trágica e inesperada do que para outros.

As viúvas dos textos de hoje já tinham perdido seus maridos e agora enfrentavam a morte repentina de seus filhos. Não admira que a viúva de Sarepta ache que está sendo punida por seus pecados.

O apóstolo Paulo diz que a morte é o último inimigo a ser vencido (1Co 15.26), e mesmo nós cristãos temos que enfrentá-la. Mas a morte física e a dor que ela traz é apenas o resultado de uma morte mais profunda – a morte da alma, a separação entre nós e Deus causada pelo pecado.

Mesmo que muita gente não acredite em morte eterna, pecado, diabo, juízo final e inferno, a Palavra de Deus é muito clara em nos dizer que, sem renascermos com Deus, estamos para sempre separados dele, neste mundo e na eternidade. Não há meio termo: ou cremos em Cristo e receberemos através dele vida eterna, ou não cremos e receberemos o que merecemos por causa de nossos pecados – morte e condenação eterna, eterna separação de Deus.

Que maravilhoso, meus irmãos, que Deus nos toca com nova vida. Quando a viúva questiona o profeta Elias, ele pega o menino e pede a Deus que em misericórdia toque a morte e dê vida de novo ao menino. Deus o atende e a morte é substituída por vida nova, como também aconteceu com o filho da viúva na leitura do Evangelho.

Deus nos toca com nova vida. A graça de Deus trouxe aqueles meninos de volta a vida, porque Deus amava a eles e suas mães. E no versículo 24 vemos a mãe de Sarepta reconhecer que Deus é quem falava através do profeta.

Assim também é hoje: Deus continua trazendo vida por sua graça e misericórdia, através de sua Palavra e Sacramentos. Somente Ele pode consertar nossas vidas e nos tirar da morte para a vida nova. Ele não se agrada com a morte, e provou isso enviando seu Filho para vencer a morte na cruz e oferecer a nós a nova vida que Jesus conquistou com sua ressurreição.

A ressurreição dos filhos das viúvas era apenas uma amostra da maior vitória, a vitória definitiva de Cristo sobre a morte, que nos diz: Eu vim para que as ovelhas tenham vida, a vida completa (Jo 10.10).

Quando Jesus morreu na cruz, não sofreu apenas fisicamente, mas ao carregar sobre si os pecados do mundo inteiro, provou a morte espiritual e foi separado de seu Pai e abandonado na cruz. Mas venceu e ressuscitou, e o seu sacrifício foi aceito por Deus para que a nova vida possa ser oferecida e dada ao mundo pecador.

Deus nos toca com nova vida. Como Elias fez com o menino, podemos dizer que no batismo somos tocados por Deus três vezes e recebemos nova vida, pois como diz Paulo, quando fomos batizados, fomos sepultados com ele por termos morrido junto com ele. E isso para que, assim como Cristo foi ressuscitado pelo poder glorioso do Pai, assim nós também vivamos uma vida nova (Rm 6.4).

Assim, mesmo que ainda enfrentemos a morte física, a separação eterna de Deus foi removida e todo aquele que crê em Jesus Cristo como seu Salvador tem a promessa da ressurreição da alma e do corpo, pois Jesus mesmo diz: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em mim nunca morrerá (Jo 11.25-26).

Como aquele menino de Sarepta, que um dia morreu de novo, fisicamente, nós também não viveremos para sempre neste mundo. Mas temos a promessa pela fé em Cristo de que a morte é apenas um portão pelo qual passaremos para estar com nosso Salvador na vida eterna.


 Irmãos: como nós não temos como consertar um balão estourado de nossos filhos, ninguém pode nos curar da morte. Mas graças a Deus que há alguém que conserta o que não pode ser consertado – é aquele que venceu a morte e deu nova vida aos filhos das viúvas. É aquele que hoje, através da sua Palavra, Batismo e Santa Ceia nos toca com nova vida pelo seu perdão e amor.

Deus nos toca com nova vida. Que Ele nos dê sempre sua misericórdia e nos faça cada dia confiar naquele que morreu e ressuscitou por nós para nos dar a vida nova – Jesus Cristo, nosso Salvador, pois é através dele que Deus nos toca com nova vida! Amém.  

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Pregamos o Evangelho pleno!


Leia em sua Bíblia Gálatas 1.1-12

Qual é o centro da Bíblia? Qual o seu ensino principal, essencial, fundamental? Qual é a principal doutrina cristã?

Faço essas perguntas quando ensino o que é a Bíblia, na instrução de adolescentes e de adultos. A resposta, que nem sempre todos sabem dizer, é também o centro do ensino da Igreja Luterana e dos pastores luteranos. Você sabe responder: qual é o ensino principal da Bíblia?

Alguns podem responder que são os 10 Mandamentos, ou a lei do sábado, ou o dízimo. Qual é a resposta certa? Você sabe?

A resposta, resumida em um versículo, está em João 3.16: Porque Deus amou o mundo tanto, que deu o seu único Filho, para que todo aquele que nele crer não morra, mas tenha a vida eterna. Este é o centro da Bíblia e de toda a obra de Deus: a salvação dos pecadores pela graça de Deus através do sacrifício de Cristo, dada a nós pela fé neste Cristo.

Isto é o que nós, pastores, líderes, e membros da Igreja Evangélica Luterana do Brasil pregamos, ensinamos, confessamos e testemunhamos: pregamos o Evangelho pleno!

Pregamos o Evangelho pleno porque ele é o centro da Bíblia. Todos os profetas e demais livros do Antigo Testamento apontam para a vinda de Cristo, e mostram a preparação de Deus para a chegada dele, ao nascer em Belém. Todo o Novo Testamento mostra a vinda do Salvador e como Ele cumpriu as promessas de Deus no Antigo Testamento. Os evangelhos, o livro de Atos e as epístolas têm como centro a vida de Jesus e a continuação de sua obra através da pregação do Evangelho pelo poder do Espírito Santo, e o Apocalipse mostra como será a coroação da obra de Cristo no juízo final.

Também pregamos o Evangelho pleno porque ele é o poder de Deus para salvar. A Bíblia tem Lei e Evangelho, ambos Palavra de Deus. A Lei serve para apontar ao pecador seus pecados que o afastam de Deus e mostrar-lhe sua culpa diante do Senhor. Mas, ela não converte, não muda o coração de ninguém. O poder de Deus para salvar está no Evangelho. Paulo diz isso em Romanos 1.16-17: Eu não me envergonho do evangelho, pois ele é o poder de Deus para salvar todos os que creem, primeiro os judeus e também os não-judeus. Pois o evangelho mostra como é que Deus nos aceita: é por meio da fé, do começo ao fim. Como dizem as Escrituras Sagradas: "Viverá aquele que, por meio da fé, é aceito por Deus."

Assim, pregamos o Evangelho pleno porque ele é o poder de Deus para salvar. É através do Evangelho que Deus nos chama das trevas do pecado para sua maravilhosa luz, quando o ES nos chama por esse Evangelho, no Batismo, no ouvir da Palavra e na Santa Ceia.

E, embora haja muitos por ai dizendo que pregam o Evangelho, e cada um de um jeito diferente, a verdade é que ele é único. Por isso, pregamos o Evangelho pleno porque ele é único.

Isso parece simples, e na verdade é. O Evangelho pleno é este: Cristo cumpriu a lei em nosso lugar, morreu pelos nossos pecados e ressuscitou para nos dar a vida eterna, e ponto final. Quem crer nele será salvo, e quem não crer será condenado, diz o próprio Jesus. Mas, tem gente que complica o que Deus fez tão simples e seguro.

Os cristãos gálatas estavam fazendo isso – complicando o Evangelho pleno que Paulo tinha pregado a eles. Paulo diz em Gálatas 1 que se surpreende por eles estarem abandonando Deus tão depressa e aceitando outro evangelho. Na verdade, diz Paulo, não existe outro evangelho, mas sim gente mudando o evangelho de Cristo. O evangelho de Cristo é um só, único e pleno. Qualquer acréscimo ou mudança é abandonar a Deus e a graça de Cristo.

Vejam como Paulo é firme e direto sobre isso: Mas, se alguém, mesmo que sejamos nós ou um anjo do céu, anunciar a vocês um evangelho diferente daquele que temos anunciado, que seja amaldiçoado! Pois já dissemos antes e repetimos: se alguém anunciar um evangelho diferente daquele que vocês aceitaram, que essa pessoa seja amaldiçoada! (Gl 1.8-9)

Havia gente tentando acrescentar coisas ao Evangelho, exatamente como muitos fazem hoje. Mas fazer isso era, e é hoje, corromper, eliminar e substituir o Evangelho pela salvação por obras. É uma volta ao paganismo da salvação pela lei, pelo cumprir de ritos, costumes e regras, pelo fazer de muitas boas obras.

É claro e bíblico, meus irmãos, que o Evangelho pleno e verdadeiro, tem conseqüências na vida cristã, pois quem crê em Cristo é salvo mediante a fé e por isso é uma nova pessoa movida pelo poder do ES para fazer as boas obras agradáveis a Deus. Mas essas boas obras não são feitas para merecer a salvação ou completar o restinho da salvação que Jesus, por descuido, não tivesse completado. Pelo contrário, elas sempre são feitas espontaneamente, como frutos da fé, movidas pelo Espírito Santo em nós, como a luz e o calor que são inseparáveis do fogo.

Nós pregamos esse Evangelho, o Evangelho pleno. Porque ele é o centro da Bíblia, ele é o poder de Deus para salvar e ele é único.

Hoje, como na época dos gálatas, muitos pregam “evangelhos” diferentes do que Paulo, Pedro e toda a Bíblia pregam. Evangelhos que prometem paraísos aqui na terra e incentivam a cobiça e o materialismo; evangelhos que valorizam pessoas (“o famoso pregador...”, “o poderoso profeta...”, etc.) em vez de apontar para Cristo; evangelhos que colocam as pessoas debaixo de leis (não isso, não aquilo) e regras; evangelhos que fazem muitos confiar não apenas em Cristo, mas também em suas obras.

Por isso, meus irmãos, é importantíssimo que eu, você e todos os cristãos fiéis a Cristo continuemos pregando o Evangelho pleno, mesmo que ele não agrade a todos, pois Paulo diz no versículo 10: Por acaso eu procuro a aprovação de pessoas? Não! O que eu quero é a aprovação de Deus. Será que agora estou querendo agradar as pessoas? Se estivesse, eu não seria servo de Cristo.

Também em 2 Timóteo 4.2-4 Paulo mostra que devemos seguir firmes neste Evangelho puro, mesmo que muitos não queiram ouvi-lo: Pregue a mensagem e insista em anunciá-la, seja no tempo certo ou não. Procure convencer, repreenda, anime e ensino com toda a paciência. Pois vai chegar o tempo em que as pessoas não vão dar atenção ao verdadeiro ensinamento, mas seguirão os seus próprios mestres, que vão dizer a elas o que elas querem ouvir. Essas pessoas deixarão de ouvir a verdade para dar atenção às lendas.

E também Pedro, falando desses falsos evangelhos, diz: Por causa desses falsos mestres muitas pessoas vão falar mal do Caminho da verdade. Em sua ambição pelo dinheiro, esses falsos mestres vão explorar vocês, contando histórias inventadas.  Deus, porém, não vai deixar isso sem punição, pois Pedro termina o versículo dizendo: Mas faz muito tempo que o Juiz está alerta, e o Destruidor deles está bem acordado (2Pe 2.2b-3).

Como servos de Cristo, temos o compromisso, a responsabilidade e o grande privilégio de, mesmo sendo pecadores, pregar o Evangelho pleno às pessoas ao nosso redor!

Vamos então, com humildade e alegria, com certeza e convicção, pregar o Evangelho pleno e puro: que Cristo morreu e ressuscitou para ser nossa justiça diante de Deus, e que recebemos esta salvação somente pela fé, dada a nós pelo Espírito Santo, de graça!

Que todos nós possamos sempre afirmar, com convicção e pela graça de Deus, que pregamos o Evangelho pleno! Amém.  

terça-feira, 28 de maio de 2013

Quem é o Deus verdadeiro?


Leia em sua Bíblia João 8.48-59 e Atos 2.22-36


Num mundo com tantas opções e ofertas religiosas, em quem ou no que as pessoas devem crer? No que eu e vocês vamos crer? Está correto o pensamento de que “todas as religiões são boas e levam a Deus”? Ou que “o importante é crer em Deus, não importa o nome dele ou da igreja”?

Neste culto em que celebramos a Santíssima Trindade, queremos refletir sobre essas questões, pensando nesta pergunta: Quem é o Deus verdadeiro?

O ser humano sempre procurou a resposta a essa questão e sempre acreditou que existe um ser superior. Vemos isso facilmente olhando para a história de vários povos e culturas que ainda hoje tem deuses diversos – indianos, índios, vikings, africanos, egípcios, etc.

A existência de um ser superior é mostrada ao ser humano por dois fatores principais: a natureza, que faz pensar que alguém teve que criar tudo o que existe, e a consciência, que indica para as pessoas, mesmo aquelas que nunca viram ou ouviram falar de leis, que existem coisas certas e coisas erradas.

Essas fontes indicam que existe um ser superior, um deus, mas não são suficientes para revelar quem é o Deus verdadeiro. Prova disso é que ainda hoje há pessoas que oram, adoram e acreditam em animais, estátuas, amuletos, pessoas e outras coisas criadas como sendo Deus – adoram criaturas e não o criador.

Como então responder à nossa pergunta: Quem é o Deus verdadeiro? Por sermos criaturas imperfeitas e pecadoras – e não é necessário ser religioso para perceber que o ser humano é mau, pois dia após dia vemos morte, roubo, traição, corrupção, cobiça, destruição, violência e outros atos que mostram nossa imperfeição – não podemos sozinhos chegar à resposta certa. É necessário que o próprio Deus verdadeiro se revele a nós e nos dê a resposta.

Então, quem é o Deus verdadeiro? O Deus verdadeiro é aquele que se mostrou ao ser humano com uma dupla revelação: pela letra e pela encarnação.

O Deus verdadeiro é aquele que se revelou pela letra – pela Bíblia, a Palavra de Deus, as Escrituras Sagradas. Deus tornou-se acessível a nós de uma maneira bem simples e direta: pela palavra. Ele inspirou pessoas e as guiou para que colocassem por escrito tudo o que precisamos saber para conhecer e crer no Deus verdadeiro.

A Bíblia nos mostra como esse Deus é Criador, Salvador e Santificador e, principalmente, como Ele agiu e ainda age para nos aproximar dele, nos purificar de nossos pecados e imperfeições e recebermos as bênçãos e a salvação que somente Ele pode dar.

Mas, alguém pode dizer que outras religiões também têm livros sagrados, que afirmam ser a revelação do Deus verdadeiro, como o Al Corão dos mulçumanos, a Bíblia das Testemunhas de Jeová, o livro de Mórmon, etc. Como então saber qual deles é a revelação do Deus verdadeiro? É aí que entra a segunda parte da revelação de Deus: a encarnação.

Enquanto as demais religiões ensinam que o ser humano deve purificar-se com boas obras, rituais, cumprimento de leis e regras, sacrifícios e coisas semelhantes para poder se aproximar de Deus e assim pagar por seus pecados, a fé cristã crê que nenhuma pessoa pode por si mesma chegar a Deus e muito menos pagar por seus pecados e imperfeições.

O Deus verdadeiro, revelado na Bíblia, agiu para fazer o que nós não podemos: Ele se encarnou e viveu como um de nós, em Jesus Cristo, para cumprir em nosso lugar as exigências divinas e pagar na cruz pelo castigo que todos os seres humanos merecem por sua rebelião contra Deus.

Esse é o mistério da encarnação – o próprio Deus desceu ao nosso nível e nos resgatou com sua vida, sofrimento, morte e ressurreição. Cristo, o santo Filho de Deus, deixou a glória divina e, sem se contaminar pelo pecado, carregou todo o nosso pecado na cruz, vencendo então a morte, o pecado e o diabo.

Nenhuma outra religião tem um Salvador como Cristo, que inverte o nosso modo de pensar: não obtemos o favor e a graça de Deus pelo nosso fazer ou não fazer, mas recebemos de graça o perdão, vida e salvação do Pai pelo que o Filho Jesus fez em nosso lugar e por nossa causa, puramente por amor a nós.

Este Jesus, que no evangelho de hoje diz que antes de Abraão nascer, “EU SOU”! (Jo 8.5), identificando-se como o próprio Deus do Antigo Testamento, e que foi pregado no dia de Pentecostes por Pedro como aquele que Deus tornou Senhor e Messias (At 2.36), o salvador prometido por esse mesmo Deus, é a revelação encarnada do Deus verdadeiro, o Deus de amor, o Deus que é amor!

Este é o Deus verdadeiro, que chamamos de Deus Triúno, pois é um só Deus em três Pessoas – Pai, Filho e Espírito Santo, algo que nossa mente limitada não pode compreender, mas em que cremos.

Quem é o Deus verdadeiro? É o Deus que confessamos nos credos Apostólico, Niceno e Atanasiano, que são resumos da fé cristã elaborados por cristãos fiéis há mais de 1500 anos para defender a verdadeira doutrina cristã de ensinos errados, resumos baseados em claros versículos bíblicos que nos mostram que Deus é Pai Criador, Filho Salvador e Espírito Santificador, três pessoas da Trindade em total e perfeita harmonia com um só propósito: nos salvar do pecado, do diabo e da condenação eterna que merecíamos.

Quem é o Deus verdadeiro? O inimigo de Deus, o diabo, quer fazer as pessoas acreditarem que cada um pode ter o seu deus e que esse é o verdadeiro. Nós também somos tentados a termos nossos deuses no lugar do Deus Triúno – o prazer, o dinheiro, a vaidade, o descanso e lazer, e tudo mais que se torna mais importante em nosso coração e vida do que o Deus Triúno e sua vontade.

Não nos deixemos enganar por esses falsos deuses. Fiquemos firmes na fé no Deus verdadeiro, que se revela a nós como Pai de amor, que se encarnou em Jesus Cristo e que nos dá o seu Espírito para nos manter na fé e no caminho da salvação, sempre através dos meios que Ele escolheu para isso – a Palavra e os Sacramentos.

Cristo, a revelação viva do Deus de amor, é chamado de Sabedoria no texto de Provérbios que ouvimos hoje. No versículo 35 ela diz: Pois quem me encontra, encontra a vida, e o SENHOR Deus ficará contente com ele.

O Deus verdadeiro, Triúno, não guardou sua sabedoria e poder para si, mas em Cristo veio a nós, transformando sua sabedoria em salvação e seu poder em graça e misericórdia, nos encontrando e nos levando para junto de si pela fé em Jesus.

Então, meus irmãos, quando perguntarem: Quem é o Deus verdadeiro?, respondam com toda coragem, como Pedro no dia de Pentecostes: o Deus verdadeiro é o Pai de amor que veio nos salvar em Jesus Cristo e nos dá a fé pelo Espírito Santo.

O Deus verdadeiro é aquele que fez tudo para nos salvar, que não olha para o que merecemos ou não merecemos, mas para o que Cristo fez e mereceu por nós na cruz. Quem crê no Deus Triuno crê no Deus verdadeiro, e por isso é feliz! Tenha sempre essa fé no Deus verdadeiro e você será salvo! Amém.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

O Espírito Santo nos dá dons especiais.


Leia em sua Bíblia João 14.23-29 e Atos 2.1-21


Estimados irmãos em Cristo.

Ouvimos hoje novamente o relato do dia de Pentecostes, em Atos 2, quando Deus cumpriu suas promessas, feitas através do profeta Joel e do próprio Jesus, de enviar o seu Espírito Santo de uma forma especial sobre seus filhos.

Naquele primeiro Pentecostes cristão, os discípulos de Jesus, provavelmente umas 120 pessoas, receberam o dom de falar em cerca de 15 línguas e dialetos diferentes para comunicar às pessoas de vários países, que ali estavam para a festa judaica, as grandezas de Deus, isto é, sua mensagem de salvação em Cristo.

Na continuação do texto, Pedro mostra à multidão que Deus estava cumprindo a promessa de Joel e prega sobre Cristo, com Lei e Evangelho, e então quase 3000 pessoas creram, foram batizadas e se juntaram aos primeiros cristãos.

Jesus, em nossa leitura do Evangelho, diz que seu Espírito ensinaria aos discípulos todas as coisas e os faria lembrar de tudo o que eles tinham ouvido de Jesus. No dia de Pentecostes essa promessa começou a ser cumprida e não parou mais.

No mesmo texto, Jesus diz: A pessoa que me ama obedecerá à minha mensagem, e o meu Pai a amará. E o meu Pai e eu viremos viver com ela. A pessoa que não me ama não obedece à minha mensagem. E a mensagem que vocês estão escutando não é minha, mas do Pai, que me enviou. Deixo com vocês a paz. É a minha paz que eu lhes dou; não lhes dou a paz como o mundo a dá. Não fiquem aflitos, nem tenham medo (Jo 14.23-24,27). Além do seu Espírito, Jesus nos deixou sua paz e nos deu um sinal claro para identificarmos quem tem o seu Espírito Santo: a obediência à sua Palavra, que mostra o amor a Jesus.

Hoje, embora o mundo tenha mudado muito, algumas coisas não são diferentes daqueles dias: o ser humano continua pecador e querendo cada vez mais viver conforme a sua vontade e não a de Deus e, por isso, não muda também a necessidade de as pessoas ouvirem e conhecerem as grandezas de Deus, a mesma salvação em Cristo anunciada, crida e vivida pelos primeiros cristãos.

Por isso, da mesma forma que no dia de Pentecostes, hoje o Espírito Santo nos dá dons especiais, para que possamos fazer a mesma coisa que Pedro, os discípulos e os cristãos daquela época: anunciar e viver a mensagem do Salvador Jesus Cristo.

A função do Espírito Santo naqueles dias e hoje é a mesma: apontar para Jesus e sua salvação e guiar os cristãos no caminho da fé e na vida cristã. Por isso, o foco da nossa pregação e vida não é o próprio Espírito e suas supostas manifestações e milagres atuais, como muitos ensinam por aí, mas é o que o próprio Jesus diz – lembrar do que ele nos ensinou e fez por nós.

O Espírito Santo não vem hoje ensinar novas doutrinas ou fazer coisas que desviam as pessoas de Cristo e de suas palavras. Ele vem para confirmar e lembrar sempre o que Jesus disse e fez, vem para operar a fé no coração dos que ouvem a Palavra e manter e fortalecer na fé os que já creem. Vem para dar-nos a paz de Cristo, para fazer-nos guardar e obedecer sua Palavra e guiar-nos no amor a Cristo e ao próximo.

Assim, ainda hoje, o Espírito nos dá dons especiais. Não necessariamente o dom de falar outros idiomas, pois a Palavra de Deus hoje está traduzida em milhares de idiomas e é difunda por meios como rádio, TV e internet, nem o dom de falar em línguas estranhas, como alguns dizem ser sinal do Espírito Santo. Isso existiu na época dos apóstolos, mas pelo seu mau uso foi desaconselhado pelo apóstolo Paulo (1Co 14).

Os dons especiais que o Espirito Santo nos dá são, em primeiro lugar, a fé em Cristo, verdadeiro milagre que Deus opera em nossos corações duros e mortos espiritualmente, e a certeza da salvação eterna. Também nos dá consolo, apoio e assistência até recebermos a vida eterna, através da Palavra e Santa Ceia, e através do Corpo de Cristo, a Igreja, os irmãos na fé.

O Espírito nos dá os dons da coragem para pregar o Evangelho, da humildade e domínio próprio, de doar-nos ao Senhor com nosso tempo, corpo, bens e dinheiro e serviço ao próximo; dá o dom da confiança no Senhor em tempos de obstáculos e problemas, o dom da ousadia e perseverança, o dom do testemunho e da fé vivida no dia a dia.

É certo, porém, que onde o Espírito Santo dá dons e age, vai haver também oposição e zombaria, como foi no dia de Pentecostes e por toda a história do cristianismo. Vocês e eu seremos atacados pelo inimigo, que vai abertamente tentar nos impedir de servir a Cristo e pregar seu Evangelho, usando a oposição do mundo, leis anticristãs e tentações, mas também vai sutilmente tentar colocar em nossa mente seu veneno, fazendo-nos pensar coisas como essas:

- Vale a pena perder tempo para ir ao culto, ao estudo bíblico?
- Não seja bobo, use seu dinheiro para suas coisas, seu lazer e prazeres, deixe que os irmãos se virem para manter a igreja!
- Trato bem quem me trata bem e concorda comigo, ou quem pode me favorecer ou me dar algo em troca.
- Para que ler mais a Bíblia, eu já sei o que ela diz...
- Preciso ser aplaudido e elogiado pelo que faço na igreja!
- Não vou gastar meu tempo e esforço na igreja, há outros que podem fazer as coisas por lá.
- Indo ao culto já fiz a minha parte...
- Este sermão serviu para o fulano, não para mim; etc., etc.

Precisamos do Espírito Santo para enfrentar essa oposição, como os primeiros cristãos e também Davi precisava. Por isso devemos cada dia orar com ele no Salmo 143: Peço que todas as manhãs tu me fales do teu amor, pois em ti eu tenho posto a minha confiança. As minhas orações sobem a ti; mostra-me o caminho que devo seguir! Tu és o meu Deus; ensina-me a fazer a tua vontade. Que o teu Espírito seja bom para mim (v. 8,10a).

 
Deus quer continuar nos dando rica medida do seu Espírito e o Espírito Santo quer continuar nos lembrando da Palavra de Cristo e nos fortalecendo na fé que salva. Para isso nos foram dados a Palavra, o Batismo e a Santa Ceia, e no dia do Pentecostes foi criada a Igreja, isto é, os que creem em Jesus e se reúnem em torno da Palavra e Sacramentos de Cristo.

Através da Palavra e Sacramentos o Espírito Santo nos dá dons especiais para que guardemos a Palavra de Cristo, amemos uns aos outros na sua paz e façamos o que Pedro e os primeiros cristãos fizeram com amor e coragem: pregar o Cristo salvador aos que Deus colocar em nosso caminho.

O Espirito Santo nos dá dons especiais para fazer a Igreja e o Reino de Cristo crescer cada vez mais entre nós. Eu oro ao Senhor que use a mim e a cada um de vocês como instrumentos do Espirito, pessoas que ouvem, guardam e praticam a Palavra de Jesus, para que mais gente receba o Espírito da vida. Amém.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Comunhão - Bênção do Senhor e prova do nosso amor!


Leia em sua Bíblia Salmo 133 e João 17.20-26



Quando lemos o Salmo 133, entendemos logo o versículo 1, mas o 2 e 3 não fazem muito sentido para nós. o versículo 2 fala da consagração (unção) do sacerdote, algo como hoje é em nossa igreja a ordenação de um pastor. Era derramado sobre ele um perfume especial, que descia da cabeça para a barba e a gola de sua veste. Isso representava a comunhão que Deus queria ter com seu povo, pois o sacerdote estava ali para levar Deus ao povo e o povo a Deus – tudo como um ato e iniciativa do próprio Deus.

O versículo 3 fala do orvalho do monte Hermom, que é alto e fica longe do monte Sião. Durante a noite, este forte orvalho rega a terra envolta, impedindo a seca e garantindo colheitas naquela região. Este orvalho une os dois montes com a bênção que vem de Deus, descendo do céu. Assim, este pequeno salmo fala da união entre povo de Deus e sua bênção sobre essa união.

Com base neste salmo e no que lemos no evangelho de hoje, vemos que a comunhão entre irmãos é uma bênção do Senhor e prova do nosso amor.

Essa comunhão, como o orvalho sobre os montes, vem de Deus. Com a morte e ressurreição de Cristo por nós, Deus provou seu amor e desejo de comunhão conosco, e pelo Espírito Santo nos dá a fé e cria em nós união com ele e com nossos irmãos. O que nos une é Cristo e seu amor, independentemente de nossas condições sociais, financeiras, de saúde, raça ou nacionalidade.

União com Cristo significa que recebemos seu amor, perdão e salvação. Unidos com Jesus produzimos frutos da fé, e entre eles o amor e a comunhão uns com os outros, como vemos nestes textos:

- Sabemos o que é o amor por causa disto: Cristo deu a sua vida por nós. Por isso nós também devemos dar a nossa vida pelos nossos irmãos. Meus filhinhos, o nosso amor não deve ser somente de palavras e de conversa. Deve ser um amor verdadeiro, que se mostra por meio de ações (1Jo 3.16,18).
- E todos continuavam firmes, seguindo os ensinamentos dos apóstolos, vivendo em amor cristão, repartindo o pão juntos e fazendo orações. Todos os que criam estavam juntos e repartiam uns com os outros o que tinham. Louvavam a Deus por tudo e eram estimados por todos. E cada dia o Senhor juntava ao grupo as pessoas que iam sendo salvas (At 2.42,44,47).

O que dizem estes versículos é exatamente nosso tema hoje: comunhão entre irmãos é uma bênção do Senhor e prova do nosso amor. Os membros da igreja naqueles dias viviam em verdadeira comunhão de fé e amor e Deus os abençoava com mais gente sendo salva!

Quando cremos em Cristo nos unimos a Ele (Rm 6) e também ao seu Corpo, que é a Igreja, a família da fé. Nesta família somos chamados, como vemos mais de 50 vezes no Novo Testamento, a amar uns aos outros, orar uns pelos outros, aconselhar uns aos outros, servir uns aos outros, ensinar uns aos outros, aceitar, honrar e carregar os fardos uns dos outros – em outras palavras, essas ações mostram nossa união uns com os outros, resultado de nossa união com Jesus Cristo.

O apóstolo Paulo, em Romanos 12, 1 Coríntios 12 e Efésios 4 compara a Igreja com um corpo que tem Cristo como cabeça e nós como os membros. Para se desenvolver, este corpo precisa de cada parte funcionando bem e ligada às outras por meio do amor. É assim que a Igreja vai ser abençoada e crescer, na comunhão entre os irmãos, como diz Paulo:

- Ajudem uns aos outros e assim vocês estarão obedecendo à lei de Cristo (Gl 6.2).
- Sejam sempre humildes, educados e pacientes, suportando uns aos outros com amor. Façam tudo para conservar, por meio da paz que une vocês, a união que o Espírito dá (Ef .2-3).
- Por isso procuremos sempre as coisas que trazem a paz e que nos ajudam a fortalecer uns aos outros na fé (Rm 14.19).

Pedro faz o mesmo incentivo ao amor, paz, união e humildade entre nós, dizendo que todos prestem serviços uns aos outros com humildade, pois as Sagradas Escrituras dizem: “Deus é contra os orgulhosos, mas é bondoso com os humildes!” (1Pe 5.5).

Assim é a comunhão entre os irmãos: comunhão entre irmãos é uma bênção do Senhor e prova do nosso amor. A questão agora é: temos vivido assim aqui em nossa congregação?

Precisamos reconhecer que nossa comunhão precisa melhorar muito, e sempre. Cada um pode analisar sua participação na vida da Igreja e responder: como está minha presença e participação nos cultos e nos grupos de estudo bíblico? Visito, ajudo e oro pelos outros? Junto com os outros, tragos ofertas de gratidão consagradas ao Senhor, para manter e expandir a pregação do Evangelho? Me uno aos irmãos nas ofertas para a cesta solidária? Colaboro com campanhas e projetos? Ou só tenho comunhão quando quero receber algo?

O apóstolo nos chama a atenção na carta aos Hebreus: Animem uns aos outros, a fim de que nenhum de vocês se deixe enganar pelo pecado, nem endureça o seu coração. Pensemos uns nos outros a fim de ajudarmos todos a terem mais amor e fazerem o bem. Não abandonemos, como alguns estão fazendo, o costume de assistir às nossas reuniões. Pelo contrário, animemos uns aos outros e ainda mais agora que vocês veem que o dia está chegando (Hb 3.13b, 10.24-25).

Deus sabe que somos tentados a ser egoístas e acomodados, a nos afastar da comunhão com os irmãos na igreja, o corpo de
Cristo. Por isso, ele nos incentiva a cuidarmos uns dos outros no amor de Jesus, e a buscarmos os que se desviam.

Não é da minha conta” é uma frase que não deve existir entre irmãos na fé em Cristo, e a busca da comunhão e dos afastados é tarefa de cada membro, de cada família, além do pastor. Toda a família da fé deve se importar quando há membros se desviando ou não aceitando a Palavra de Deus e o amor de Cristo.

Comunhão entre irmãos é uma bênção do Senhor e prova do nosso amor. Ela acontece onde a Palavra e os sacramentos são valorizados e são o centro de nossa vida, pois é através deles que Deus cria, motiva e fortalece em nós o amor e a comunhão.

Neste mundo não vamos ter comunhão perfeita, pois ainda somos pecadores. Mas, isso nunca deve ser desculpa para nos acomodarmos e deixar de buscar comunhão entre nós. O próprio Jesus orou por isso e Davi diz no salmo 133 que isso é bom e agradável e onde há essa união há a bênção da vida eterna.

Somente com o amor de Cristo em nós podemos viver em comunhão e amor, tanto na família em casa como na família da fé. E hoje lembramos que as mães, tão importantes para nós, tem diante de Deus uma grande missão: ensinar a seus filhos o amor de Deus e o amor e comunhão com os irmãos na fé.

Convido todos a abrir suas Bíblias e lermos juntos, para concluir, o que Paulo nos diz em Colossenses 3.12-17.

Em nome do Senhor Jesus, agradecemos ao Pai por nossas mães e por nossos irmãos na fé, na comunhão do amor. Amém.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Deus nos chama a levar a salvação a todos!


Leia em sua Bíblia Salmo 67 e Atos 16.9-15


Os seres humanos tem muitas vontades, e, hoje, cada vez mais se fala em direitos, que para muitos nada mais é do que poder fazer suas próprias vontades sem ser questionado por ninguém, sem se importar com os direitos e vontades dos outros.

Esse luta por “direitos” e o desejo de cada um de satisfazer as suas vontades começa cada vez mais cedo, com filhos comandando os pais desde bem pequenos, querendo ser sempre o centro das atenções, e é a causa de muitos conflitos, brigas e crimes, tanto dentro das famílias como na sociedade e entre religiões, entre grupos e entre países.

Nesta luta egoísta e vaidosa pelas vontades, cada vez menos as pessoas se perguntam ou querem saber qual é a vontade de Deus, o que Deus realmente deseja para nós seres humanos.

Nós, cristãos, também somos tentados pelo mundo, através do consumismo, das ofertas de prazer e da “liberdade individual”, a não nos importar com a vontade de Deus. Mas, Ele tem uma vontade muito especial em relação a nós e a todas as pessoas.

E qual é a vontade de Deus? Qual é o seu maior desejo? Será que é nos tornar ricos materialmente? Fazer de nós pessoas sem problema algum aqui neste mundo? Nos dar vida mansa e tranquila, com muito dinheiro no bolso, saúde para dar e vender?

O salmo que lemos hoje nos responde isso de maneira muito simples e direta: assim o mundo inteiro conhecerá a tua vontade, e a tua salvação será conhecida por todos os povos (Sl 67.2).

A maior vontade de Deus é que a sua salvação seja conhecida por todas as pessoas, e, como completa Paulo em 1 Timóteo 2.4, Ele quer que todos sejam salvos e venham a conhecer a verdade.

O grande desejo de Deus ao enviar Jesus ao mundo para cumprir sua lei em nosso lugar, ensinar seu amor, ser sacrificado e morto na cruz em nosso lugar e depois ressuscitar, criando e expandindo depois a Igreja pelo mundo inteiro através dos após-tolos, trazendo o Evangelho de Cristo até hoje, é salvar todas as pessoas pela fé em Jesus Cristo, o único e verdadeiro Salvador.

Isso é muito diferente do que ouvimos por aí, inclusive da boca de pessoas que se dizem mensageiros de Deus. Mas não resta dúvida: um exame sério e equilibrado da Palavra de Deus nos leva a esta conclusão – tudo o que Deus fez e ainda faz, através de Cristo e do Espírito Santo, tem o grande objetivo de salvar as pessoas da condenação eterna que todos merecem por nascerem pecadores e afastados da glória de Deus (Rm 3.23).

Por isso, olhando para o Salmo 67 e também para a leitura de Atos 16.9-15, podemos afirmar que Deus nos chama a levar a salvação a todos. Quando somos atingidos pelo seu Evangelho de salvação, somos também convocados e movidos por Deus a fazer parte do seu plano de salvação para todos, sendo salvos e levando então essa salvação a todos.

Deus nos chama a levar a salvação a todos. A missão que Ele tem para nós é clara e está em muitos textos bíblicos, como em Atos 1.8 – vocês receberão poder e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria e até nos lugares mais distantes da terra, e Marcos 16.15 – vão pelo mundo inteiro e anunciem o evangelho a todas as pessoas.

Mas essa missão não fica num chamado geral. Ela é dada a cada um de nós individualmente, como foi com Paulo no texto de Atos 16. Paulo estava viajando para pregar o Evangelho e tinha um plano para isso, mas através de uma visão Deus lhe mostrou outra direção. Seguindo a orientação do Senhor, o apóstolo acabou pregando Cristo em Filipos e ali uma comerciante, Lídia, creu em Jesus e recebeu Paulo e seus companheiros em sua casa, onde sua família também foi batizada. Depois, como vemos no restante do capítulo, mais pessoas foram salvas naquela cidade.

Assim hoje também Deus nos chama a levar a salvação a todos. Ele chama eu e vocês através da Palavra e das oportunidades que temos no dia a dia de testemunhar que Deus é amor, que Ele quer salvar cada pessoa através de Cristo.

Ele chama pais e mães a testemunharem sua fé aos filhos, amando e perdoando-se um ao outro, ensinando seus filhos a orar e ler a Bíblia, levando-os sempre ao culto e atividades da Igreja, que é a família da fé e o Corpo de Cristo, ensinando aos filhos o respeito aos outros, a obediência e a vida simples, longe do consumismo e egoísmo que o mundo ensina.

Ele chama os filhos a viver na fé em Cristo, obedecendo e respeitado pais, professores, autoridades e todas as pessoas, mostrando comportamento exemplar em casa, na escola e em qualquer lugar.

Ele chama você e eu a mostrarmos nossa fé sendo fiéis membros de sua Igreja, sempre ativos em nossa participação, uso de nossos dons, em nossas ofertas e trabalho voluntário, mostrando assim as pessoas com quem convivemos que a Igreja, a Palavra e o Sacramento tem lugar central em nossa vida.

Deus nos chama a levar a salvação a todos mostrando nossa fé com grandes e pequenos gestos de amor e ajuda, em nosso trabalho, seja como patrões ou empregados, em nossa vizinhança, na escola, no lazer, em qualquer lugar e ocasião.

Ele nos chama a levar sua salvação explicando às pessoas com as quais convivemos qual é a nossa fé, com nossa boca, com
folhetos, livretos, internet e outros meios, além de convidá-los a vir ouvir a Palavra em nossos cultos, estudos e outras atividades.

Deus nos chama a levar a salvação a todos. Para atendermos a esse chamado precisamos sempre continuar:

- meditando: estudando e nos aprofundando na Palavra, para termos conhecimento e autoridade para falar de nossa fé;
- orando: ficando em constante contato com Deus, pedindo especialmente fortalecimento da fé e sabedoria para testemunhar;
- lutando contra a tentação: as tentações e provações sempre vão existir e servem para provar e fortalecer nossa fé. Devemos lutar contra elas firmes na Palavra e Sacramentos e ajudando uns aos outros, com apoio, consolo e fortalecimento mútuo.

Deus nos chama a levar a salvação a todos. Cada um de nós recebe de Deus perdão, vida e salvação, e todos nós recebemos dons, bens, saúde, capacidades e oportunidades de levar o Evangelho de Cristo a muita gente enquanto estamos aqui no mundo. Esta é a grande vontade e o grande plano de Deus para a nossa vida.

Deus nos chama a levar a salvação a todos. Que Ele faça vocês e eu pensarmos cada vez mais na vontade dele, e que, como Paulo, ouçamos o chamado de Deus e levemos sua salvação a muita gente! Amém.