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Com muita alegria apresentamos o blog da Paróquia Evangélica Luterana Renascer em Cristo , com sede em Rio Branco, AC.


Além da sede, que fica no bairro Estação Experimental, no caminho do aeroporto, temos também um ponto de pregação aqui na capital no bairro Areal.


No interior atendemos Brasiléia, na divisa com a Bolívia, a 230 Km de Rio Branco, e Redenção e Ramal do Bigode, município de Acrelândia, a 110 Km da capital. Outro ponto de pregação fica na estrada que vai a Porto Acre, a 35 Km daqui.


Queremos compartilhar com vocês mensagens, fotos, informações e notícias de nosso trabalho, com o grande objetivo de levar Cristo para todos, especialmente em nosso estado e região, com é o lema de nossa IELB - Igreja Evangélica Luterana do Brasil.


Um grande abraço, no amor de Cristo!



Pastor Leandro.






quinta-feira, 17 de novembro de 2016


Último Domingo Após Pentecostes
Colossenses 1.13-20
Transportados da Morte para a Vida!

Os meios de transporte estão ada vez mais eficientes e velozes. Por meio deles somos transportados de um lugar para outro com facilidade, agilidade e eficiência. Por meio deles podemos conhecer o mundo. É maravilhoso poder viajar pelos lugares e explorar suas riquezas culturais!
Muitas pessoas, quando realizam uma viagem, voltam deslumbradas com tudo de novo que viram. Por algum tempo ficam se lembrando de como era lindo aquele lugar que visitaram, e até podem se esquecer dos problemas que vivem, ou até mesmo de como é o lugar onde moram.
Paulo diz que “nossa pátria está no céu” (Fp 3.20). Somos salvos, temos a vida eterna, mas ainda estamos aqui. É como se estivéssemos em uma viagem. Nesta viagem, o encantamento pelas coisas dese mundo, conforme as palavras de Jesus no Evangelho da semana passada, pode nos fazer esquecer da nossa pátria celestial.
Levando essa realidade em consideração, estudemos as palavras de Paulo aos Colossenses, em especial o versículo 14. Este versículo anuncia que o “Filho do seu amor”, ou seja, o “amado”, é aquele no qual cada pecador tem a redenção, a remissão, o perdão dos pecados.
A palavra redenção é um termo fundamental na Bíblia. Ele compreende toda história da salvação, desde a remissão dos pecados até a ressurreição dos mortos.
Vivemos dias de analfabetismo funcional. Muitas pessoas sabem ler, mas ao conseguem fazer a devida interpretação de textos e operações matemáticas simples. Por isto, é importante e necessário entender o que é redenção.
A palavra vem do latim “redimere”, que é uma tradução do grego “Lutrosis” ou “apolutrosis”. Ele significa resgate, libertação através do pagamento de um resgate, soltura de quem está em escravidão ou prisão por dívida não paga.
O sentido teológico é bem mais amplo e profundo do que o sentido gramatical. No entanto, mesmo se ficássemos apenas com o conceito gramatical, a palavra já traz um enorme significado.
Os filhos da promessa, ou seja, os descendentes de Abraão, Isaque e Jacó estiveram escravizados no Egito. Quando Deus, em sua graça e misericórdia, interveio, ele libertou o seu povo da escravidão. Por 40 anos caminhou com o povo livre pelo deserto. Mesmo caminhando pelo deserto, as pessoas sabiam que a sua terra era a nova terra, Canaã.
Como cristãos do século XXI, estamos livres, somos filhos de Deus. Fomos libertados do poder do diabo e da morte eterna e estamos caminhando pelo deserto. Mas não fomos resgatados para viver eternamente neste deserto, onde reinam as lágrimas, as injustiças, a violência. Fomos resgatados, comprados “com o santo e precioso sangue de Jesus”, para pertencemos a ele e vivermos com ele na nova terra, no novo céu. Paulo diz: “Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor, no qual temos a redenção, a remissão dos pecados” (Cl 1.13-14).
Transportados – de um reino para outro reino. Esta palavra, ou como diz o termo grego, “transferidos”, resume muitíssimo bem o que é redenção. Fomos transferidos de um lugar para outro. A transferência foi extraordinária. Saímos das trevas para a luz, da morte para a vida, da perdição para a salvação.
A carta aos Colossenses é uma das mais breves do apóstolo Paulo. Ela tem como diferencial o fato de ter sido escrita para uma congregação que ele não fundou pessoalmente. A cidade de Colossos ficava a cerca de 160 km de Éfeso, e a congregação foi fundada pelo ministério de Epafras, no período em que Paulo esteve em Éfeso por três anos. A maioria dos cristãos daquela congregação era gentílica. Eles foram perdoados dos seus pecados e transferidos para o reino do Filho do seu amor”.
Os cristãos da cidade de Colossos, mesmo tendo sido redimidos, perdoados, transportados de uma situação para outra, estavam sendo ameaçados pela heresia colossense. Paulo soube disso quando, na prisão, recebeu a visita de Epafras (1.8).
Um grupo da congregação havia se desviado do padrão doutrinário cristão. Correntes de pensamento de fora da igreja estavam sendo bastante atrativas para muitos cristão de Colossos. Esta corrente de fora estava estragando a doutrina cristã com suas seguintes atrações: 1) cerimonialismo (2.16-17; 2.11; 3.11); 2) ascetismo (2.21; 2.23); 3) culto a anjos (2.18); 4) diminuição da importância e do papel de Jesus Cristo (1.15-20, nosso texto em questão, 2.2-3.9); 5) conhecimento secreto (2.18 e 2.2-3); 6) apelo à sabedoria e tradições humanas (2.4,8).
Todas estas questões estavam sendo misturadas e buscavam complementar o Evangelho. Em Cl 1.15-20, o apóstolo Paulo prepara terreno para tratar destas questões. Nestes versículos ele exalta a superioridade de Jesus Cristo. Ele é Senhor da criação e da reconciliação. Ele é o mediador entre Deus e os seres humanos.
Somos redimidos. Somos os transferidos. Mas ainda estamos em mudança, ou melhor, em viagem. Vamos curtir essa viagem. Mas precisamos ter cuidado para não esquecer o check-in, pois sem o mesmo não há embarque.
Como filhos redimidos, muitos são os que estão vivendo suas vidas simplesmente se aproveitando da viagem. Não que isso seja ruim, mas o perigo é se esquecer daquele que nos transportou da morte para a vida, das trevas para a luz – o Salvador Jesus Cristo. Amém.
(Portas Abertas 18 e Preciso Falar 25, pp. 222-224).

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