BEM-VINDO AO NOSSO BLOG!


Com muita alegria apresentamos o blog da Paróquia Evangélica Luterana Renascer em Cristo , com sede em Rio Branco, AC.


Além da sede, que fica no bairro Estação Experimental, no caminho do aeroporto, temos também um ponto de pregação aqui na capital no bairro Areal.


No interior atendemos Brasiléia, na divisa com a Bolívia, a 230 Km de Rio Branco, e Redenção e Ramal do Bigode, município de Acrelândia, a 110 Km da capital. Outro ponto de pregação fica na estrada que vai a Porto Acre, a 35 Km daqui.


Queremos compartilhar com vocês mensagens, fotos, informações e notícias de nosso trabalho, com o grande objetivo de levar Cristo para todos, especialmente em nosso estado e região, com é o lema de nossa IELB - Igreja Evangélica Luterana do Brasil.


Um grande abraço, no amor de Cristo!



Pastor Leandro.






domingo, 30 de dezembro de 2012

Que a paz de Cristo nos dirija em 2013!

Leia em sua Bíblia Colossenses 3.12-17
 
 
O que você deseja para 2013? Quais são os seus planos e esperanças? Ou você não faz planos e, como diz a música, “deixo a vida me levar...”?
 
Muita gente faz planos e toma decisões para o novo ano: parar de fumar ou beber, começar a se exercitar e emagrecer, voltar a estudar, fazer uma viagem, conseguir um emprego melhor, etc. A maioria das pessoas também deseja para si e para outros muito amor, felicidade e paz.
 
Como cristãos, também fazemos planos e temos desejos, mas os colocamos sob a direção e vontade de nosso Deus. Também queremos amor, felicidade e paz para todos, mas é um amor e uma paz muito especiais – o amor e a paz que só Deus pode dar, através de seu Filho, o Salvador Jesus Cristo.
 
Por isso, olhando especialmente para a palavra de Paulo em sua carta aos colossenses, podemos pedir ao nosso Pai celeste: Que a paz de Cristo nos dirija em 2013!
 
Enquanto muita gente pensa no ano novo apenas focando em coisas terrenas e materiais, o apóstolo Paulo começa o capítulo 3 desta carta aos colossenses dizendo: Vocês foram ressuscitados com Cristo. Portanto, ponham o seu interesse nas coisas que são do céu, onde Cristo está sentado ao lado direito de Deus. Pensem nas coisas lá do alto e não nas que são aqui da terra. Porque vocês já morreram, e a vida de vocês está escondida com Cristo, que está unido com Deus. Cristo é a verdadeira vida de vocês, e, quando ele aparecer, vocês aparecerão com ele e tomarão parte na sua glória (Cl 3.1-4).
 
E então, falando da vida nova e verdadeira que temos em e com Cristo, ele nos diz nos v. 12-14: Vocês são o povo de Deus. Ele os amou e os escolheu para serem dele. Portanto, vistam-se de misericórdia, de bondade, de humildade, de delicadeza e de paciência. Não fiquem irritados uns com os outros e perdoem uns aos outros, caso alguém tenha alguma queixa contra outra pessoa. Assim como o Senhor perdoou vocês, perdoem uns aos outros. E, acima de tudo, tenham amor, pois o amor une perfeitamente todas as coisas.
 
Ao analisarmos nossa vida pessoal, familiar e como membros da Igreja – o corpo de Cristo – neste 2012, precisamos reconhecer que nem sempre fomos humildes, delicados, bondosos e pacientes. Nem sempre perdoamos e tivemos amor. E, por quê?
 
Porque nem sempre foi a paz de Cristo que dirigiu nossos pensamentos, decisões e ações. Muitas vezes o que nos dirigiu foi o egoísmo, o orgulho, a vaidade e a ingratidão, nos levando a ferir e magoar pessoas, a achar que somos melhores ou superiores aos outros, a nos acomodar na fé em vez de crescer e progredir nos frutos da fé na vida cristã, no dia a dia.
 
Para que isso mude, é necessário que a paz de Cristo nos dirija em 2013! Nos versículos 16-17 Paulo nos mostra como essa paz vai sendo transmitida e colocada em nós: Que a mensagem de Cristo, com toda a sua riqueza, viva no coração de vocês! Ensinam e instruam uns aos outros com toda a sabedoria. Cantem salmos, hinos e canções espirituais; louvem a Deus, com gratidão no coração. E tudo o que vocês fizerem ou disserem, façam em nome do Senhor Jesus e por meio dele agradeçam a Deus, o Pai.
 
Quanto mais somos expostos aos “vírus” da maldade, rancor, frieza, consumismo, comodismo e outros males do mundo em pecado, mais e mais precisamos da mensagem rica do amor vivo de Cristo em nossos corações e vidas, e aí entra o que Paulo diz no texto: ensinarmos e instruirmos uns aos outros, louvar e agradecer a Deus juntos. Tudo isso acontece especialmente em nossos cultos e estudos bíblicos, onde Deus nos convida a participar ativamente.
 
Assim como o menino Jesus crescia e ficava forte, tinha muita sabedoria e era abençoado por Deus, como lemos no Evangelho de hoje, Deus quer que cada um de nós cresça na fé e no amor de Cristo, na sabedoria que vem dele e nos são dados pelo seu Espírito Santo na Palavra e Santa Ceia.
 
Por isso, meus irmãos, que a paz de Cristo nos dirija em 2013! Ao fazermos nossos planos, tomarmos decisões e agirmos, no dia a dia e também em nossa participação aqui na igreja, pensemos sempre se o que vamos dizer ou fazer mostra que temos misericórdia, bondade, humildade, delicadeza e paciência para com o outro.
 
Pois, não podemos nos esquecer que, para nos dar sua paz, Cristo teve que morrer por nós, porque cada um de nós é pecador e igual diante de Deus, cada um de nós vai precisar da sua paz e do seu perdão diariamente neste novo ano que chega.
 
Que a paz de Cristo nos dirija em 2013! Que essa paz nos leve perdoar mais e amar mais, nos leve a servir melhor ao próximo, dentro e fora da igreja, usando os dons e recursos que Deus nos dá junto com a paz de Cristo.
 
Que a paz de Cristo nos dirija em 2013, e que tudo o que fizermos e dissermos esteja impregnado do amor de Cristo, para que possamos sem medo de errar fazer tudo em nome do Senhor Jesus Cristo e por meio dele agradecer a Deus, nosso Pai, como lemos no v. 17.
 
Que a paz de Cristo nos dirija em 2013! Assim, poderemos ter um 2013 realmente feliz e abençoado e sermos portadores e mensageiros da paz de Cristo a todos que Deus colocar em nosso caminho no novo ano!
 
Fiquem todos nesta paz, hoje e sempre. Amém!
 


terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Aniversário sem aniversariante?


Leia em sua Bíblia João 1.1-14
 

            Havia uma propaganda na TV em que apareciam enfeites e árvore de Natal, um monte de papais-noel e até neve, mas o rapaz só percebeu que o Natal chegou quando viu uma loja de certa marca de perfumes. “Nada lembra mais o Natal do que o perfume tal...”, dizia a propaganda.
           

  É incrível como hoje até perfume virou símbolo do Natal. E muita gente só vê que o Natal está próximo por causa das musiquinhas de “blim-blom” ou “deixei meu sapatinho...” nas lojas, para atrair os clientes.
 

            Agora, imaginem uma festa de aniversário. Tudo está pronto: a comida, os docinhos, o bolo, a bebida, os enfeites e a música. Os convidados chegam e, na hora de cantar os parabéns e entregar os presentes, descobrem que o aniversariante não está ali! É um aniversário sem aniversariante – situação muito estranha, pois o principal motivo da festa, o ponto central, não está presente.
 

            Pois é exatamente assim que muita gente comemora o Natal. Preparam comida, bebida, enfeites, música e presentes, mas o aniversariante não está presente na festa – no máximo é lembrado vagamente – mas geralmente é substituído por outro, que é só de mentirinha e esperado por todas as crianças...
 

            Mas, imaginem se neste Natal misteriosamente sumissem as compras, os presentes, as comidas e bebidas, o pinheirinho, os enfeites e, junto com tudo isso o próprio papai Noel! O que seria do Natal assim? Teria alguma graça? Quem sabe poderíamos fazer um teste: neste ano esquecer estas coisas e ficar com o que realmente interessa – o aniversariante, JESUS!
 

            Sem dúvida, se o Natal é apenas o que se vê nas vitrines, repletas de novidades para pagar em várias vezes no crediário, ou o que se come em mesas fartas (e outras, miseráveis), então é a coisa mais chata que existe, pois é um aniversário sem o aniversariante. É uma fantasia que passa, como o próprio papai Noel.
 

            Certa vez um repórter estava nas ruas de Tókio, Japão, na época do Natal. Lá também o comércio vende muito com a propaganda de Natal. Na calçada, o repórter perguntou a uma moça qual o significado do Natal. Rindo, a moça disse: “Eu não sei. Não é o dia em que Jesus morreu?”
 

Ela não estava totalmente errada em sua resposta, pois, para muitos, Jesus não existe no Natal, mas sim papai Noel, duendes e perfumes. Jesus é mero detalhe, e o Natal é um aniversário sem aniversariante.
 

E o seu Natal, como será? Graças a Deus que o Natal continua tendo seu valor verdadeiro, apesar das distorções humanas. O Natal é a sublime e única história de que nasceu o Salvador do mundo, Cristo, o Senhor!
 

Por isso, desejamos a você e sua família um FELIZ NATAL VERDADEIRO: NATAL COM CRISTO NO CORAÇÃO E NA FAMÍLIA!

 

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Mostremos arrependimento!


Leia em sua Bíblia Lucas 3.1-20


Quando João Batista começou sua missão de preparar o caminho para Jesus, cumprindo as promessas de Deus no AT, ele não foi suave nem medroso em suas palavras. Foi logo dizendo “arrependam-se” e mostrando o que significava isso na prática: Ninhada de cobras venenosas! Quem disse que vocês escaparão do terrível castigo que Deus vai mandar? Façam coisas que mostrem que vocês se arrependeram dos seus pecados. E não digam uns aos outros: "Nós somos descendentes de Abraão." Pois eu afirmo a vocês que até destas pedras Deus pode fazer descendentes de Abraão! O machado já está pronto para cortar as árvores pela raiz. Toda árvore que não dá frutas boas será cortada e jogada no fogo (v. 7b-9).
 

Em nosso mundo do “politicamente correto” as palavras do Batista soam duras e ele certamente seria chamado de preconceituoso, junto com o próprio Deus, já que na leitura de Malaquias o próprio Senhor diz: Eu virei julgá-los. E darei sem demora o meu testemunho contra todos os eu não me respeitam, isto é, os feiticeiros, os adúlteros, os que juram falso, os que exploram os trabalhadores e os que negam os direitos das viúvas, dos órfãos e dos estrangeiros que vivem com vocês  (Ml 3.5).
 

Esta pregação dura da Lei tem um único e grande objetivo: fazer as pessoas se arrependerem e voltarem para Deus, como Ele mesmo diz em Malaquias 3.7a-b: Vocês são como os seus antepassados: abandonam as minhas leis e não as cumprem. Voltem para mim, e eu voltarei para vocês.
 

Arrepender-se quer dizer muito mais do que apenas ficar triste por um erro ou pecado cometido. Quer dizer “mudança de mente” e, junto com ela, mudança de atitude. João mostra isso ao dizer como deveriam agir dali em diante o povo em geral, os cobradores de impostos e os soldados, como vemos nos versículos 10 a 14.
 

Para mostrar que estavam arrependidos, João diz ao povo que façam coisas que mostrem que vocês se arrependeram dos seus pecados (v.8a).
 

Por isso, meus irmãos, no mundo em que vivemos, onde cada vez mais as pessoas querem ter direitos e são mais individualistas e cada um pensa que pode fazer o que quiser e achar melhor – inclusive muitos que se dizem cristãos – é necessário cada vez mais mostrarmos arrependimento.
 

Mostremos arrependimento – mudemos de mente. Na verdade nós sozinhos não podemos mudar nossa mente. O próprio Deus tem que agir em nós, com seu Espírito Santo quebrando nossos corações duros com sua Lei e criando em nós um coração novo e firme (Sl 51.10) com seu Evangelho. E isto não apenas hoje e em cada culto, mas diariamente em nosso viver.
 

Em Romanos 12.2 o apóstolo Paulo reflete o que João Batista diz em nosso texto e mostra que a mudança de mente, a transformação do nosso viver é feita pelo próprio Deus: Não vivam como vivem as pessoas deste mundo, mas deixem que Deus os transforme por meio de uma completa mudança da mente de vocês. Assim vocês conhecerão a vontade de Deus, isto é, aquilo que é bom, perfeito e agradável a ele.
 

E em Filipenses 2.13 ele repete isso em outras palavras: Pois Deus está sempre agindo em vocês para que obedeçam a vontade dele, tanto no pensamento como nas ações.
 

Então, mostremos arrependimento! Mudando de atitude e não vivendo como as pessoas do mundo vivem:
 

- se elas são adúlteras e imorais, sejamos fiéis e morais;

- se elas buscam feitiçaria e superstição, muitas vezes disfarçadas de fé, nós buscamos somente ao Senhor em sua Palavra;

- se elas são desonestas e exploradoras do próximo, nós vamos ser honestos e ajudadores do próximo;

- se elas guardam rancor e buscam vingança, nós perdoamos como Deus nos perdoa – nos tratando não com indiferença, mas com amor;

- se elas pensam que vale tudo e cada um pode fazer o que quiser, nós procuramos viver conforme a vontade de Deus, que ouvimos e aprendemos na sua Palavra, colocando seu Reino em 1º lugar.
 

Mostremos arrependimento – mudemos de atitude:
 

- se participo pouco da vida da igreja – cultos, estudos, etc. – vou começar a participar ativamente;

- se não uso meus dons para o trabalho do Reino de Deus, vou começar a usá-los já para servir a Cristo e ao próximo;

- se oferto pouco ao Senhor em relação às bênçãos que Ele me dá, vou começar a ofertar mais e melhor, com alegria, planejamento, fidelidade e compromisso nas ofertas;

- se tenho dificuldades com alguma pessoa, vou buscar o entendimento, com compreensão, humildade e perdão;

- se no dia a dia pouco oro e leio a Bíblia, vou planejar melhor o uso do tempo, para ter mais contato diário com a Palavra de Deus e a oração.
 

Enfim, meus irmãos, cada um de nós deve examinar-se diariamente e ver onde precisa mostrar arrependimento. Isso não é um processo fácil e de uma vez. Muitas vezes ele é doloroso, pois temos que lutar contra nossos desejos pecaminosos e nossa acomodação e preguiça, e deve ser diário, pois até nosso último dia neste mundo o diabo tentará nos fazer viver como o mundo vive e abandonar nossa fé em Jesus. Ele quer nos fazer pensar que não precisamos de arrependimento!
 
      
         Mostremos arrependimento! Sozinhos não podemos fazer isso. Que bom que o próprio Deus age em nós para isso acontecer. Na epístola de hoje Paulo diz: Pois estou certo de que Deus, que começou esse bom trabalho na vida de vocês, vai continua-lo até que ele esteja completo no Dia de Jesus Cristo (Fp 1.6). E no v. 11 ele afirma que a vida de vocês estará cheia das boas qualidades que só Jesus Cristo pode produzir, para a glória e o louvor de Deus.


Então, meus irmãos, mostremos arrependimento! E o que eu peço a vocês é o mesmo que Deus pede a mim e Paulo pede aos filipenses: O que eu peço a Deus é que o amor de vocês cresça cada vez mais e que tenham sabedoria e um entendimento completo, a fim de que saibam escolher o melhor. Assim, no dia da vinda de Cristo, vocês estarão livres de toda impureza e de qualquer culpa (Fp 1.9-10).
 

Que o Senhor Jesus, através do seu Espírito Santo, na Palavra e Santa Ceia, nos faça cada dia mostrarmos frutos do arrependimento e as qualidades que só Jesus, o Sol nascente, pode nos capacitar a ter e produzir! Amém.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Esperamos Jesus


Leia em sua Bíblia Lucas 21.25-36
 
 
Vocês gostam de esperar? Geralmente nós não gostamos. Aqui no Brasil, aprendemos a esperar na marra: nas filas do banco, do mercado, do posto de saúde ou consultório; esperamos meses para fazer um exame ou cirurgia, às vezes até anos por uma decisão judicial, esperamos que as coisas melhorem...
 
Querendo ou não, gostando ou não, temos que esperar e ter paciência. E nós, cristãos, temos uma espera a mais, diferente e especial, que é para todos, mas nem todos sabem ou acreditam nela: nós esperamos Jesus – esperamos sua segunda vinda, para julgar os vivos e os mortos, como confessamos no Credo.
 
Neste tempo de Advento, quando esperamos e nos preparamos para o Natal – a primeira vinda de Cristo – somos lembrados pelas leituras bíblicas que esperamos Jesus.
 
Jesus já veio uma vez, cumprindo as promessas de Deus no Antigo Testamento, como a de Jeremias 33.14-16, por exemplo. Ele veio e tornou-se o Salvador de todas as pessoas, cumprindo toda a lei e vontade de Deus e pagando por todos os pecados na cruz. Ressuscitou e agora reina com seu Evangelho, através do qual Ele continua vindo a todos, pela pregação da sua Palavra e pelo Batismo e Santa Ceia.
 
Ele está com a gente e o seu Espírito Santo vive em cada um que nele crê. Mas, um dia voltará visivelmente, para buscar seus filhos fiéis e criar novos céus e nova terra.
 
Por isso, nós esperamos Jesus. Esperamos Jesus com três atitudes, como nos indicam o Evangelho e a epístola de hoje. Esperamos Jesus alertas, dedicados e sem culpa.
 
Esperamos Jesus alertas. No Evangelho Ele nos diz: Fiquem alertas! Não deixem que as festas, ou as bebedeiras, ou os problemas desta vida façam vocês ficarem tão ocupados, que aquele dia pegue vocês de surpresa, como se fosse uma armadilha. Pois ele cairá sobre todos no mundo inteiro. Portanto, fiquem vigiando e orem sempre, a fim de poderem escapar de tudo o que vai acontecer e poderem estar de pé na presença do Filho do Homem, quando ele vier (Lc 21.34-36). É desejo do próprio Deus, que já sacrificou seu Filho por nós, que fiquemos alertas, para não perdermos nossa tão esperada salvação. Por isso Ele mesmo nos dá forças para vigiarmos, fazendo crescer em nós o seu amor, como Paulo diz na epístola: Que o Senhor faça com que cresça cada vez mais o amor que vocês tem uns pelos outros e por todas as pessoas, e esse amor se torne igual ao nosso amor por vocês! (1Ts 3.12).
 
Vivendo no seu amor, buscando diariamente a sua força na Palavra, orando e não deixando as coisas do mundo nos atrapalhar, nós esperamos Jesus alertas.
 
Também esperamos Jesus dedicados. Nossa espera não é passiva, preguiçosa, fria. Em 1 Tessalonicenses 3.13a Paulo diz: Desse modo Deus dará força ao coração de vocês, e vocês serão completamente dedicados a ele. Para isso, Deus mesmo nos guia e mostra como ser dedicados a Ele.
 
Toda a Palavra de Deus nos mostra como viver uma vida agradável ao Senhor e útil ao próximo. Em Romanos 12.1-2 Paulo nos convoca a nos consagrarmos a nosso Deus com estas maravilhosas palavras: Portanto, meus irmãos, por causa da grande misericórdia divina, peço que vocês se ofereçam completamente a Deus como um sacrifício vivo, dedicado ao seu serviço e agradável a ele. Esta é a verdadeira adoração que vocês devem oferecer a Deus. Não vivam como vivem as pessoas deste mundo, mas deixem que Deus os transforme por meio de uma completa mudança da mente de vocês. Assim vocês conhecerão a vontade de Deus, isto é, aquilo que é bom, perfeito e agradável a ele.
 
No mesmo capítulo 12 de Romanos, nos versículos 9 a 16, Paulo mostra o que é essa vida consagrada na prática (leia em sua Bíblia). E poderíamos ficar horas lendo versículos do Antigo Testamento, de Jesus e dos apóstolos sobre como esperar Jesus dedicados.
 
Cada um de nós pode esperar Jesus com fé viva e ativa, pois cada um recebe dele, além das bênçãos diárias, dons e talentos para ser dedicado ao Senhor.
 
Mas, não podemos esperar Jesus alertas e dedicados se não o esperamos sem culpa. E como esperar Jesus sem culpa, se sabemos que não estamos sempre alertas e vigilantes na fé e não somos sempre dedicados e ativos no amor a Deus e ao próximo?
 
Às vezes tenho o mesmo sentimento de Paulo em Romanos 7.24: Como sou infeliz! Quem me livrará deste corpo que me leva para a morte? Sinto que não estou alerta e não sou dedicado como Deus espera. E aí o apóstolo mesmo me dá a solução para esperar Jesus sem culpa: quando ele pergunta “quem me livrará...”, em seguida ele mesmo responde, dizendo: Que Deus seja louvado, pois ele fará isso por meio do nosso Senhor Jesus Cristo! Agora já não existe nenhuma condenação para as pessoas que estão unidas com Cristo Jesus (Rm 7.25a, 8.1).
 
Esperamos Jesus sem culpa não porque somos inocentes diante de Deus ou porque a cada dia ficamos mais perfeitos. Continuamos manchados pelo pecado e somos sempre alvo da tentação do inimigo, o diabo.
 
Esperamos Jesus sem culpa porque crendo em Cristo somos revestidos da sua inocência e santidade (Rm 6, Gl 3.27) e Ele vive em nós (Gl 2.20), e o seu Espírito nos guia no caminho da salvação.
 
Se esperarmos Jesus olhando para nós mesmos, desesperamos. Mas se esperamos Jesus olhando para a promessa e graça de Deus em Cristo, aí podemos esperar Jesus sem culpa, pois Ele promete: O céu e a terra desaparecerão, mas as minhas palavras ficarão para sempre (Lc 21.33).
 
Esperamos Jesus alertas, dedicados e sem culpa. Porque Ele nos amou primeiro e ainda nos ama profundamente, podemos esperar por Ele assim e estar de cabeça erguida e de pé na sua presença, quando Ele vier para buscar aqueles por quem Ele deu sua vida em sacrifício.
 
 Eu quero estar entre eles. Por isso, quero esperar Jesus alerta, dedicado e sem culpa. Que o Senhor faça cada um de nós esperar Jesus desta maneira, pois Ele nos espera também. Amém.


terça-feira, 13 de novembro de 2012

Maravilhosa generosidade!

Leia em sua Bíblia Marcos 12.38-44


Jesus está no templo em Jerusalém, com seus discípulos, pouco tempo antes de sua prisão e morte. Eles observam as pessoas trazendo suas ofertas, numa época em que não havia dinheiro de papel e muito menos cheques ou cartões de crédito.
 

Imaginem o barulho que faziam os montes de moedas trazidos pelos ricos, quando caíam nas caixas de ofertas! Todos podiam ver e ouvir maravilhados como eram generosas essas pessoas!
 

E, de repente, chega uma viúva, pobre, insignificante, quase despercebida, e coloca na caixa de ofertas tudo o que possuía: duas moedinhas de pouco valor, poucos centavos em nosso dinheiro.
 

Como viúva, ela era parte, naquela época, da classe mais pobre da sociedade, pois não tinha marido e nem aposentadoria. Dependia de esmolas e do favor de familiares e outras pessoas para sobreviver.
 

O evangelista destaca que ela ofertou suas duas moedas. Ela bem poderia ter pensado que certamente Deus não se importaria se ela desse só uma, pois afinal não era fácil conseguir umas moedas para ter o que comer. Mas ela não pensou assim, e por isso Jesus a elogiou, dizendo: Esta viúva pobre deu mais do que todos. Porque os outros deram do que estava sobrando. Porém ela, que é tão pobre, deu tudo o que tinha para viver (v. 43-44).
 

Teria sido mais simples a viúva tomar o caminho mais fácil. Afinal, para o tesouro do templo, uma moedinha a mais ou a menos não ia fazer diferença...
 

Assim também é com a gente. É mais fácil e exige muito menos esforço nós darmos o mínimo do que sermos generosos. Dói muito menos dar pouco de nosso tempo, esforço e dinheiro do que sermos generosos e abundantes em nosso dar a Deus e ao próximo.
 

Mas vemos que aquela viúva, assim como a outra que conhecemos na leitura de 1 Reis 17, não apenas deu duas moedinhas, mas o próprio Jesus diz que ela deu tudo o que tinha para viver. Este é o desafio que Deus coloca diante de nós com o exemplo desta maravilhosa generosidade das viúvas pobres: sermos abundantes em nosso amor, sermos excessivos em nossa bondade, sermos extremos em nossa confiança em Deus, sermos generosos - e não mínimos - em nosso ofertar ao Senhor nosso tempo e dinheiro. Não podemos ser verdadeiramente ofertantes enquanto não pudermos dizer com sinceridade e confiança a Deus: “Senhor, eu sou teu. Cada parte de mim é tua. Minha vida, o que eu sou, o que eu faço, o que eu recebo e tenho – tudo isto pertence a ti”.
 

Sabemos que isso não é fácil, pois o pecado quer nos controlar e facilmente pensamos somente em nossas necessidades e desejos e ignoramos o chamado de Deus para amá-lo de todo coração, alma, mente e forças e ao outro como a nós mesmos (Mc 12.30-31).
 

Deus tem uma maravilhosa generosidade com a gente. Poderíamos facilmente escrever várias paginas se fôssemos anotar tudo o que Deus já nos deu e continua dando. Mas, quantas páginas escreveríamos se fizéssemos uma lista do que nós temos dado aos outros e a Deus? Não apenas as ofertas que damos nos cultos, mas também o que oferecemos aos outros no dia a dia, na família, no trabalho, nos relacionamentos. Que diferença haveria se todos nós fôssemos mais generosos em nosso dar do que somos hoje?
 

Quantas vezes pensamos: “Na igreja ninguém está interessado em mim, não me notam, não falam comigo”, mas não nos perguntamos: “O que eu posso fazer para me aproximar dos outros e ser útil para eles?”
 

Ou pensamos: “Essa igreja é muito morna, não faz nada por mim, não ganho nada aqui”. Às vezes há verdade nisso, mas antes de julgarmos, será que perguntamos: “O que eu estou dando, no que eu estou contribuindo, o que eu posso fazer para ajudar a melhorar?”


        Outro risco que corremos é pensar como muitos pensam: “Vou dar, ofertar e ajudar se eu ganhar algo em troca”, ou “vou ajudar se os outros ajudarem também.” Mas biblicamente isso não é ofertar, mas negociar com Deus, e Ele não negocia suas bênçãos.
 

Enfim, meus irmãos, como pecadores somos sempre tentados a nos acomodar, a não correr riscos, a não confiar nas promessas de Deus, a não nos entregarmos totalmente a Cristo e à vida cristã. Esperamos que Deus, a igreja e os outros deem a nós, e muitas vezes o que mais temos a oferecer são críticas, e não amor e ajuda.
 

Como mudar essa situação? Como ter esta maravilhosa generosidade que teve a viúva que deu tudo o que tinha como oferta ao Senhor, que teve a viúva de Sarepta ao alimentar o profeta Elias com seu último bocado de farinha e azeite?
 

A viúva no templo ofertou generosamente por um motivo: seu amor a Deus. A viúva de Sarepta foi generosa com Elias por um motivo: sua confiança na promessa de Deus feita pelo profeta.
 

Essa generosidade das viúvas foi uma amostra de uma maravilhosa generosidade e amor muito maiores: a maravilhosa generosidade de Jesus, que mostrou seu profundo e maravilhoso amor por nós, deixando-se prender, bater e ser morto por nós, dando sua vida generosamente, sacrificialmente, para nos salvar, como lemos na epístola de hoje: Cristo foi oferecido uma só vez em sacrifício, para tirar os pecados de muitas pessoas (Hb 9.28a).
 

É esta maravilhosa generosidade de Deus, dando seu Filho por nós sem merecermos seu amor e sem exigir nada de nós, que nos transforma e motiva a sermos generosos em nosso amor e doação a Deus e ao outro. Porque Deus primeiro nos amou e nos ama, nos dando, além da salvação gratuita em Cristo, tudo o que precisamos para viver e até mais do que necessitamos, é que agora vamos ser generosos doadores, ofertantes, praticantes do amor.
 

É a maravilhosa generosidade de Deus, provada em nossa vida cada dia, que nos faz confiar nele, em suas promessas e amor, e nos faz então alegres e generosos filhos de um Pai de amor e generosidade sem fim.
 

Podemos achar que não temos muito a oferecer ao Senhor e ao próximo, seja em coisas materiais, tempo ou dons. Mas se cada um de nós colocar o que tem e é à disposição de Deus, se todos nós nos arriscarmos a confiar cada vez mais nele e estivermos dispostos a sacrifícios por aquele que se sacrificou por nós, ficaremos surpresos em como o amor de Jesus vai controlar o que fazemos, e cada vez mais vamos testemunhar grandes coisas que Deus vai fazer por nós e através de nós, como fez através daquelas humildes viúvas.
 

Como é bom conhecermos e recebermos a maravilhosa generosidade de Deus, na Palavra e Sacramentos, e em nossa vida diária. Que Ele nos faça sermos cada vez mais generosos, para que através de nós, no dia a dia e como sua Igreja, muitas outras pessoas possam ser alcançadas por sua maravilhosa graça em Cristo Jesus, e sejam também salvas por sua maravilhosa generosidade. Amém.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Amar a Deus é amar sua Palavra


Leia em sua Bíblia Deuteronômio 6.1-9 e Marcos 12.28-34


Quem é o seu Deus? Podemos dizer que deus é aquilo em que nós confiamos acima de tudo e de todos e de tudo. Assim, se alguém, por exemplo, ama muito o dinheiro e a riqueza, este é o seu deus; se alguém ama a si mesmo ou a outra pessoa acima de tudo, este é o seu deus; se alguém ama a fama ou o prazer acima de tudo, este é o seu deus, e assim por diante.
 

O verdadeiro Deus, Pai, Filho e Espírito Santo, sabe muito bem disso. Por isso já no seu primeiro mandamento a nós Ele diz: “Eu sou o SENHOR teu Deus, não terás outros deuses diante de mim.” Deus sabe que muitas outras coisas e seres vão disputar o lugar dele em nosso coração por toda a nossa vida.
 

Quando Deus libertou o povo de Israel da escravidão do Egito e lhe deu os seus Mandamentos, Deus queria que o povo aprendesse claramente duas coisas antes de entrarem na terra prometida: que deveriam temer e amar a Ele, seu criador e libertador, acima de tudo, e que deveriam guardar no coração as leis que Ele lhes tinha dado.
 

Deus ligou e amarrou as duas coisas: o amor a Ele e o amor à suas leis – à sua Palavra. No texto de Deuteronômio 6 lemos: Portanto, amem o SENHOR, nosso Deus, com todo o coração, com toda a alma e com todas as forças. Guardem sempre no coração as leis que eu lhes estou dando hoje e não deixem de ensiná-las aos seus filhos. Repitam essas leis em casa e fora de casa, quando se deitarem e quando se levantarem (Dt 6.5-7).
 

Assim, podemos dizer que amar a Deus é amar sua Palavra. Amando a Palavra de Deus, amamos o próprio Deus que nos deu a Palavra. Amando a Deus de coração, alma e forças, inevitavelmente amaremos sua Palavra e a guardaremos no coração.
 

Amar a Deus é amar sua Palavra, é guardá-la no coração. E o que é guardar a Palavra no coração? Será simplesmente decorar muitos versículos ou saber recitar os Mandamentos, o Credo e o Pai Nosso de cor? Está enganado quem acha que é isso.
 

O Salmo 119, que tem 176 versículos dedicados a falar da Palavra de Deus, nos mostra o que é amar e guardar a Palavra. Na parte que lemos hoje, o salmista diz: Felizes os que guardam os mandamentos de Deus e lhe obedecem de todo o coração! Felizes os que não praticam o mal, os que andam nos caminhos de Deus! Tu, ó Deus, nos deste as tuas leis e mandaste que as cumpríssemos fielmente. Como desejo obedecer às tuas ordens e cumpri-las com fidelidade! (Sl 119.2-5).
 

Guardar a Palavra de Deus no coração é procurar sim saber o mais que pudermos dela de memória, mas é, acima de tudo, viver de acordo com ela, obedecê-la de coração, andar nos caminhos de Deus e cumprir fielmente o que Deus nos diz nela.
 

Fazendo isso, não só estaremos seguindo a Bíblia como um livro que orienta nossa vida, mas estaremos conhecendo o Deus que nos ama tanto que enviou a Palavra Viva, seu Filho Jesus Cristo, para nos dar vida eterna e salvação. Pedro diz isso a Jesus em João 6: O senhor tem as palavras que dão vida eterna!
 

Amar a Deus é amar sua Palavra. Quanto mais lemos, ouvimos, estudamos, memorizamos, nos aprofundamos na Palavra, mais nos aproximamos do coração de Deus, que é Jesus. Amando a Palavra, que é o próprio Cristo nos falando em toda a Bíblia, amamos a Deus. Amando a Deus, vamos com a fé nele e com a força do seu Espírito Santo cumprir também os demais mandamentos, que Jesus resume em nosso texto do evangelho, dizendo: Ame o Senhor, seu Deus, com todo o coração, com toda a alma, com toda a mente e com todas as forças. E o segundo mais importante é este: "Ame os outros como você ama a você mesmo." Não existe outro mandamento mais importante do que esses dois (Mc 12.30-31).
 

Mas será que realmente cumprimos o amor a Deus e o amor aos outros? João nos diz: Se alguém diz: “Eu amo a Deus”, mas odeia o seu irmão, é mentiroso. Pois ninguém pode amar a Deus, a quem não vê, se não amar o seu irmão, a quem vê. O mandamento que Cristo nos deu é este: quem ama a Deus, que ame também o seu irmão (1Jo 4.20-21).
 

Não, meus irmãos. Como o povo de Israel, que foi tão abençoada por Deus e assim mesmo se desviou do Senhor muitas e muitas vezes, nós também não amamos sempre a Deus e a próximo, não guardamos sempre a sua Palavra. Quantas vezes falamos em amor, mas guardamos rancor no coração contra alguém? Quantas vezes ouvimos a Palavra, mas na hora de colocá-la em prática, falhamos? Quantas vezes não pensamos em Deus quando tomamos decisões sobre o uso do nosso tempo, corpo, bens e dinheiro?
 

Quando o mestre da Lei disse a Jesus que é melhor amar a Deus acima de tudo e ao próximo como a nós mesmos do que trazer sacrifícios para serem queimados a Deus, Jesus lhe respondeu que ele não está longe do Reino de Deus (Mc 12.34).
 

Jesus não lhe disse que, fazendo isso, ele já estava no Reino de Deus, mas que não estava longe dele. O que faltava para aquele homem é o que falta a muita gente hoje: saber que amar a Deus é amar sua Palavra, e sua Palavra nos revela apenas uma maneira de entrar no Reino de Deus: pela fé unicamente no Salvador Jesus Cristo, e não pela confiança no cumprimento da Lei.
 

É o que o apóstolo diz em Hebreus 9.14: Por meio do Espírito eterno ele (Jesus) se ofereceu a si mesmo a Deus como sacrifício sem defeito. E o seu sangue nos purifica por dentro, tirando as nossas culpas; assim podemos servir ao Deus vivo, pois já não praticamos cerimônias que não valem nada.
 

Nós não cumprimos a Lei de Deus e muitas vezes não amamos a Deus e ao outro como deveríamos. E nem devemos esperar ser salvos tentando fazer isso, pois o resultado seria o contrário, como Paulo diz em Gálatas 3.10: Os que confiam na sua obediência à lei estão debaixo da maldição de Deus.
 

Confiando em Cristo, que nos purifica com seu sangue, podemos, como fruto da fé, servir ao Deus vivo, pois onde estiverem as suas riquezas, aí estará o coração de vocês, diz Jesus (Mt 6.21). Quando Cristo nos purifica e reina em nosso coração, Deus tem o nosso coração em suas mãos e, com ele, toda a nossa vida: nossos pensamentos e ações, nossos planos e decisões, nosso corpo, saúde, tempo, dons, dinheiro, bens e tudo mais que Deus nos concede.
 

Cristo cumpriu toda a Lei de Deus em nosso lugar e pagou na cruz o castigo que merecíamos por não cumpri-la. Isto não só nos dá a salvação eterna, mas nos motiva a fazer, como filhos de Deus, o que lemos no início de nossa reflexão: Portanto, amem o SENHOR, nosso Deus, com todo o coração, com toda a alma e com todas as forças. Guardem sempre no coração as leis que eu lhes estou dando hoje e não deixem de ensiná-las aos seus filhos. Repitam essas leis em casa e fora de casa, quando se deitarem e quando se levantarem (Dt 6.5-7).
 

Assim, meus irmãos, amar a Deus é amar sua Palavra. Por isso, enquanto vocês estão trabalhando, dirigindo, comendo, descansando, estudando, conversando, sofrendo ou se alegrando, fazendo qualquer coisa, guardem sempre a Palavra do Senhor em seu coração e, como diz Paulo, tudo o que vocês fizerem ou disserem, façam em nome do Senhor Jesus e por meio dele agradeçam a Deus, o Pai (Cl 3.17).
 

Amar a Deus é amar sua Palavra, é amar Jesus, a Palavra viva que nos dá a vida eterna! Amém.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Levemos cegos a Jesus!


Leia em sua Bíblia Marcos 12.46-52

Você já se imaginou vivendo sem enxergar nada? Nós que podemos ver, mesmo que usando de óculos, não temos como sentir na pele o que é ser e viver como um cego.


Os deficientes visuais e outros portadores de deficiências físicas e mentais vivem uma vida mais difícil que a nossa, apesar de aos poucos a sociedade estar adaptando os ambientes para facilitar o acesso deles à escola, transporte, saúde, etc.


Na época de Jesus a vida dos deficientes era muito pior. Não havia os recursos de hoje e nem a preocupação em ajudar essas pessoas a viver melhor.


E, pior, naquela época, ser surdo, cego ou paralítico era visto com um sinal de que a pessoa ou seus pais tinham cometido algum pecado grave para a pessoa ser assim. Então, além da dificuldade em si, carregavam a vergonha de serem vistos como amaldiçoados.


Por isso, quando o cego Bartimeu pediu a Jesus para ver de novo, ele não queria apenas enxergar novamente, mas queria ter uma vida nova, digna, livre de culpa e vergonha. Queria não ser mais discriminado e se sentir como alguém que não valia nada.


Hoje muita gente vive como o cego Bartimeu, mesmo sem ser cego fisicamente. Dificuldades, como doenças, desemprego, problemas familiares, levam as pessoas a pensar: “por que isso está acontecendo comigo? O que eu fiz para merecer isso? Será que Deus não gosta de mim?”


Esta era também a angústia de Lutero. Ele sofria muito tentando descobrir como agradar a Deus, e cada vez ficava mais angustiado, achando que Deus era muito severo e não gostava dele.


         O que poderia aliviar Bartimeu, Lutero e os que hoje sofrem como eles sofriam? Bartimeu queria ver de novo, e menos que isso não ia ajudá-lo muito. Para as pessoas de hoje, apenas ter dó delas também não ajuda muito, e muito menos a gente ignorar que elas estão ao nosso redor – às vezes bem perto, na família – ou desprezá-las, o que como cristãos não podemos nem pensar em fazer.


Os conhecidos de Bartimeu não podiam fazer muito por ele e até o mandaram ficar quieto quando começou a gritar chamando Jesus. Talvez pensaram que era chato o cego ficar incomodando Jesus.


Mas Bartimeu insistiu e gritou mais: Jesus, Filho de Davi, tenha pena de mim! Só ele sabia a vida miserável que levava e por isso queria que Jesus o ajudasse.


Jesus então mandou chamá-lo. E aí talvez os mesmos que o mandaram ficar quieto foram chamar o cego e lhe disseram: Coragem! Levante-se porque ele está chamando você! Jesus perguntou-lhe o que queria e, por causa da fé dele no Filho de Davi, Jesus o curou da sua cegueira e Bartimeu então o seguiu.


E hoje, o que podemos nós fazer pelos que sofrem? Muitas vezes não podemos resolver os problemas financeiros e de saúde das pessoas, mas podemos, como igreja e como cristãos individualmente, dizer às pessoas o que aquele cego ouviu: Coragem! Levante-se porque ele está chamando você!


Foi isto que Lutero fez, depois que Deus lhe abriu os portões do céu, quando ele descobriu, pelo estudo da Palavra, que Deus não é um juiz severo e sim um Pai amoroso, que oferece salvação de graça a todas as pessoas pela fé em Jesus Cristo. Sua angústia acabou quando ele soube que Deus o amava mesmo sendo pecador, e que ele não precisava fazer sacrifícios e obras para ser salvo.


Lutero então assumiu como a grande missão de sua vida anunciar a todos que pudesse que Jesus está perto de todas as pessoas que sofrem e quer ajudar a todos com seu amor e salvação.


         Esta é nossa grande missão também: estar com os bartimeus de hoje, andar com eles e conduzi-los até Jesus, pois, afinal, cegos pelo pecado, como Lutero e nós também fomos, essas pessoas não podem sozinhas chegar a Jesus.


Alguns podem dizer que isso é pouco, é simples demais e que a gente deveria fazer coisas mais chamativas, impactantes, como prometer curas, resolver problemas financeiros, prometer famílias perfeitas e ter cultos mais “show”, como muitos fazem por aí.


Mas, é realmente pouco e simples levar alguém a Jesus? Não é pouco, pois Jesus diz que vai haver mais alegria no céu por um pecador que se arrepende dos seus pecados do que por noventa e nove pessoas boas que não precisam se arrepender (Lc 15.7). E não é uma coisa simples, pois foi para isso que Jesus veio ao mundo e deu sua vida na cruz, para buscar e salvar quem está perdido, como ele mesmo diz em Lucas 19.10.


Por isso, o maior serviço que podemos prestar a uma pessoa neste mundo é mostrar Jesus a ela, é levá-la a Cristo, pois ele veio exatamente para curar a cegueira de quem está perdido no pecado, que atinge todas as pessoas do mundo, e para salvar os que estão perdidos em suas angústias, culpas e sentimentos de inferioridade e inutilidade, como ele fez com Bartimeu e com Lutero.


Lutero percebeu que essa era a grande necessidade das pessoas em seu tempo: saber que eram alvo do amor de Deus em Cristo, o Sacerdote perfeito que pede a Deus em nosso favor, como lemos na epístola de hoje. Esta continua sendo a maior necessidade das pessoas hoje também.



Como herdeiros da Reforma, nossa grande tarefa é continuar pregando o Evangelho puro, isto é, que Deus nos salva somente por sua graça, somente pela fé em Jesus e revela isto somente na Escritura, para que as pessoas saibam que Jesus não desprezou Bartimeu, Lutero e não despreza ninguém hoje. Nem sempre ele vai resolver todos os problemas de saúde, dinheiro e família, mas certamente salvará todos que nele confiarem, pois foi para isso que veio – libertar do poder do diabo, do pecado e da morte eterna.
 
 
Como na sua época e no tempo de Lutero, Jesus precisa de gente para essa missão. Ele quer que nós, que já temos essa grande salvação, conduzamos muitos bartimeus a Ele, para que sejam salvos também. Cada um de nós luteranos – crianças, adultos, idosos, pastores, líderes e membros - tem o mesmo chamado de Lutero: levar Cristo para todos, com todos os recursos que temos, em todas as oportunidades.
 
 
Você certamente conhece muitos bartimeus: pessoas na sua família, trabalho, vizinhança, escola ou entre seus amigos e conhecidos que ainda não conhecem o verdadeiro Cristo, o Salvador da alma, que estão cegas pelo pecado ou por falsas religiões.
 
 
Leve Jesus a elas. Use suas palavras, seu comportamento e vida cheios de amor e perdão, use os vários tipos de folhetos e materiais que oferecemos aqui na igreja, use a internet. Jesus quer curar essas pessoas da cegueira espiritual e recebê-las em seu Reino, para que possam segui-lo, como fizeram Bartimeu e Lutero e como nós já fazemos, para um dia estarmos todos com Ele no céu.
 
 
Um dia fomos cegos, como Bartimeu e Lutero. Hoje enxergamos e temos a salvação, pela fé em Jesus. Agora celebremos a Reforma da melhor forma possível: levemos cegos a Jesus! Amém.
 

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Para Deus tudo é possível!

Leia em sua Bíblia Marcos 10.17-31

A história do jovem rico no evangelho de hoje facilmente pode nos levar a condenar a atitude daquele moço e concluir que, se os ricos não vão para o céu, certamente os pobres irão, e que nós – ainda bem! – não somos como aquele jovem.


Mas o que Jesus diz ao jovem nos dá algumas pistas de que nós não somos melhores do que ele. Primeiro, Jesus diz que só Deus é bom. Depois, pergunta se ele conhece os mandamentos, mas fala apenas da 2ª tábua – que fala da nossa relação com o próximo. E, por fim, diz ao rapaz para vender tudo que tem e seguir a Jesus.


Vamos entender. Primeiro, dizendo que só Deus é bom, Jesus mostrou ao jovem e mostra a nós que ninguém pode considerar-se bom diante de Deus – ninguém mesmo!


Segundo, ao falar apenas dos mandamentos da 2ª tábua, Jesus queria ver se o moço ia dizer algo sobre a 1ª tábua, os três primeiros mandamentos, que falam da nossa relação com Deus. O jovem não falou nada sobre eles, exatamente como nós costumamos dizer: “não mato, não roubo, respeito os mais velhos, não faço fofoca”, etc. Mas, raramente dizemos: “amo a Deus acima de tudo, uso o seu nome corretamente, santifico sempre o dia de descanso usando-o para o culto a Deus”, etc.


Terceiro, ao pedir ao jovem que vendesse tudo e o seguisse, Jesus queria ver onde o coração dele ia se agarrar e firmar – em Jesus ou em suas riquezas materiais. Assim Jesus faz com a gente hoje, ao pedir toda nossa vida consagrada a Ele, inclusive nossos bens, e temos que decidir como vamos usar tudo o que Deus nos dá.


Jesus ensina ao jovem rico e a nós que não podemos de jeito nenhum confiar em nosso cumprimento dos mandamentos nem em nossas posses para ter a vida eterna, mas devemos segui-lo e confiar nele totalmente, que é o mesmo que fazer o que diz o 1º Mandamento – colocar Deus acima de tudo e como o centro de toda nossa vida.


O que aconteceu na conversa entre Jesus e o jovem rico ainda acontece hoje: a luta do diabo para nos fazer crer que podemos servir a dois senhores ao mesmo tempo – às riquezas e à Palavra de Deus, ao mundo pecaminoso e ao Salvador Jesus. O mundo cada vez mais coloca o consumismo, a prosperidade e o individualismo como virtudes, contra uma vida controlada por Deus e centrada e dependente de Cristo. E até algumas “igrejas” pregam isso!


Mas Jesus é duro contra essa ideia, quando diz: Meus filhos, como é difícil entrar no Reino de Deus! É mais difícil um rico entrar no Reino de Deus do que um camelo passar pelo fundo de uma agulha (v. 24b-25).


A Palavra de Deus é muito clara: quem confia em suas riquezas não entra no Reino de Deus. Quem acha que colherá uma recompensa eterna semeando riquezas neste mundo, em vez de viver sua vida em Cristo e aceitar pela fé o que Deus lhe dá, tanto bênçãos físicas como espirituais, não verá os portões do céu se abrirem no dia do juízo.


Jesus, porém, não está ensinando que os pobres serão salvos porque não tem riquezas neste mundo, ou que nós nos salvamos porque não somos como aquele jovem rico. Na verdade ninguém tem em si poder para se salvar e, quando confiamos em nós mesmos, em nossa pobreza ou riqueza material, em nossas boas ações na igreja e na vida diária, transformamos essas coisas em nosso deus e, exatamente como o jovem rico, não temos Jesus em primeiro lugar.


Por isso, dependemos totalmente de Jesus. Ele, e somente Ele, faz o que é impossível para nós: Ele salva tanto o rico como o pobre por sua graça, pois nos olha com amor profundo, como olhou para aquele moço. Ele é nossa única esperança, o verdadeiro Deus e Salvador, que começa e aperfeiçoa em nós a fé verdadeira, que nos dirige no caminho da salvação.


Ele nos dá perdão de pecados, e onde há este perdão há salvação e vida eterna. E já aqui neste mundo desfrutamos das riquezas do seu Reino, ainda que ao mesmo tempo soframos perseguições e carreguemos nossa cruz por causa de Jesus. As riquezas do mundo, que tentam sufocar nossa fé e nos desviar do verdadeiro Deus, são insignificantes diante das riquezas de viver em Cristo e ter a vida eterna que já é nossa e em breve será completa para quem crê no Salvador Jesus.


Vale a pena refletir agora: o que nos atrapalha para seguirmos Jesus e viver com ele cada dia? O consumismo e as promessas de prosperidade tem nos desviado do verdadeiro propósito que Jesus tem para nossas vidas? Será que não ficamos tristes e de cara fechada, como o jovem rico, quando somos chamados a abrir mão de confortos, dinheiro e bens para servir a Jesus em sua Igreja e Reino?


O que nos impede de ter mais comunhão com Cristo e nossos irmãos na fé – muita TV, internet, o trabalho, a diversão, o descanso? O que nos faz às vezes (alguns muitas vezes!) deixar de lado até o nosso encontro especial com Jesus e os irmãos nos cultos, onde Ele vem a nós na Palavra e Sacramento?


Nosso eu pecador continua, meus irmãos, procurando em 1º lugar as coisas deste mundo e seus próprios desejos em vez das coisas de Deus e de seu Reino. E até nossa morte seremos tentados pelo diabo a deixar Jesus e seu maior tesouro – a salvação – de lado, e a buscar as coisas materiais e a salvação por conta própria.


E, se caímos nesta tentação, é impossível sermos salvos. Mas, graças a Cristo, Deus torna a salvação possível. Jesus deixou a riqueza do céu e tornou-se um pobre ser humano para buscar e salvar os perdidos – cada um de nós. Por causa de Jesus Deus torna o impossível ser possível – nossa salvação.


E, já salvos, Deus nos dá agora poder, pelo Batismo, a Palavra e a Santa Ceia, para lutarmos contra as tentações e nos lembra que não podemos servir a dois senhores nem salvar-nos por nós mesmos.




Por isso, peçamos a Deus um coração fiel e crente e não duro e descrente, como lemos em Hebreus, e animemos uns aos outros, a fim de não sermos enganados pelo pecado nem endurecermos nosso coração e fecharmos a cara, como fez o jovem rico.


E lembremos sempre: para nós é impossível salvar-nos, mas para Deus tudo é possível. Em Cristo Ele nos dá a riqueza da sua salvação, Ele quer ser cada dia o nosso Deus, cheio de amor e misericórdia, que salva pobres e ricos, que está com a gente na pobreza e na riqueza, no tempo bom e ruim, e que quer um dia derramar sobre nós todas as riquezas do seu Reino eterno!


Para Deus tudo é possível – até salvar vocês e eu. Amém.