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Com muita alegria apresentamos o blog da Paróquia Evangélica Luterana Renascer em Cristo , com sede em Rio Branco, AC.


Além da sede, que fica no bairro Estação Experimental, no caminho do aeroporto, temos também um ponto de pregação aqui na capital no bairro Areal.


No interior atendemos Brasiléia, na divisa com a Bolívia, a 230 Km de Rio Branco, e Redenção e Ramal do Bigode, município de Acrelândia, a 110 Km da capital. Outro ponto de pregação fica na estrada que vai a Porto Acre, a 35 Km daqui.


Queremos compartilhar com vocês mensagens, fotos, informações e notícias de nosso trabalho, com o grande objetivo de levar Cristo para todos, especialmente em nosso estado e região, com é o lema de nossa IELB - Igreja Evangélica Luterana do Brasil.


Um grande abraço, no amor de Cristo!



Pastor Leandro.






quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Como é bom estarmos aqui!

Leia em sua Bíblia Lucas 9.28-36
 
 
Muitas coisas só são fiscalizadas, corrigidas e melhoradas depois que acontecem tragédias causadas por erros humanos. É assim que, infelizmente, muita coisa funciona em nosso país, e a tragédia na boate em Santa Maria prova isto mais uma vez. Se não tivesse acontecido o incêndio, quanto tempo mais aquela boate funcionaria sem segurança e com superlotação?
 
Agora vemos duas coisas acontecendo: (1) Em Santa Maria se buscam os culpados pela morte de quase 240 jovens. Isto está certo, mas já começou o jogo de um colocar a culpa no outro. (2) Em todo o Brasil as autoridades de repente começaram a fiscalizar boates e outros estabelecimentos, coisa que deveria ser feita constantemente.
 
Outro fenômeno interessante e infeliz é o de algumas pessoas – inclusive alguns que se dizem cristãos – dizerem que a culpa é dos próprios jovens que estavam na boate, pois lá não é lugar para gente decente, deveriam estar numa igreja, etc.
 
Este pensamento, além de bobo, pois jovens e outras pessoas morrem todos os dias nos mais diversos lugares – em bancos, ônibus, escolas, hospitais, em casa, na rua e até dentro de igrejas, é antibíblico, como o próprio Jesus diz em Lucas 13.4-5: E lembrem daqueles dezoito, do bairro de Siloé, que foram mortos quando a torre caiu em cima deles. Vocês pensam que eles eram piores do que os outros que moravam em Jerusalém? De modo nenhum! Eu afirmo a vocês que, se não se arrependerem dos seus pecados, todos vocês vão morrer como eles morreram.
 
Entre os jovens que morreram havia muitos buscando diversão e alguns que estavam lá trabalhando; havia alguns comemorando a formatura na faculdade e outros apenas fazendo farra; havia gente de várias crenças, inclusive cristãos, inclusive jovens luteranos.
 
       Tirando a questão da responsabilidade, que deve ser investigada e julgada pelas autoridades competentes, o que nós, como cristãos, podemos aprender desta tragédia? O que devemos testemunhar, a partir de nossa fé, para as pessoas que se questionam sobre isso?
 
Eu acredito que muitos jovens que estavam naquela boate pensaram ou disseram a mesma coisa que ouvimos Pedro dizer no evangelho de hoje: Como é bom estarmos aqui!
 
Pedro disse isso lá no monte, onde ele, Tiago e João tinham ido com Jesus para orar. Diante deles Jesus foi transfigurado, isto é, seu corpo e roupas ficaram brilhando, e Moisés e Elias, os grandes representantes do AT, apareceram e conversaram com Jesus.
 
Pedro ficou tão maravilhado e assustado que nem sabia direito o que fazer ou dizer. Acabou dizendo que era bom estarem ali e quis fazer barracas para Jesus e os dois visitantes. Afinal, aquilo estava tão bom que seria uma ótima ideia ficarem lá monte mesmo. Para que sair dali e voltar ao mundo lá embaixo, cheio de problemas?
 
Mas as surpresas ainda não tinham acabado: veio também uma nuvem sobre eles e dela saiu uma voz que disse: Este é o meu Filho, o meu escolhido. Escutem o que ele diz!
 
Como é bom estarmos aqui! Eu creio que a maioria dos jovens que morreram naquela boate achavam bom estar lá. Assim como outros achavam bom estar em casa, ou no cinema, ou na praia, ou praticando algum esporte, ou numa igreja. A questão principal não é onde estavam e como morreram, mas sim, com quem estavam e quem estava no coração deles.
 
Quando Pedro disse que era bom estar naquele monte, na verdade o que fazia aquele momento ser bom era que ele e seus companheiros estavam com Jesus. Assim como Moisés, quando foi chamado para sua missão em Êxodo 3, e quando morreu, em Êxodo 34, estava com Deus. Esta era a grande diferença.
 
Como é bom estarmos aqui! Meus irmãos, como pais e famílias cristãs devemos sim ensinar nossos filhos a cuidar muito na questão dos lugares que frequentam e com que pessoas andam. Mas no mundo de hoje, o perigo e as tentações do inimigo estão em toda parte, inclusive dentro de nossa casa, na TV e internet!
 
Por isso, uma das coisas mais importantes que podemos transmitir aos jovens, crianças e a todas as pessoas com quem convivemos é como é bom estarmos aqui, no culto, nas atividades da igreja, não porque aqui nos escondemos do mundo ou estamos mais protegidos, mas porque aqui podemos, de maneira especial, fazer o que Deus disse a Pedro e seus colegas: escutar Jesus!
 
Como é bom estarmos aqui porque aqui Jesus nos fala e vem a nós na Palavra, Batismo e Santa Ceia, nos abençoa, consola e fortalece a nossa fé para “descermos do monte”, isto é, sairmos da igreja, e vivermos mais uma semana na certeza de que Cristo está conosco em todo e qualquer lugar e situação, e o seu Espírito nos guia dia a dia, nos guarda na fé e nos garante a salvação que recebemos dele no batismo e que é fortalecida aqui na igreja, que é o próprio corpo de Cristo.
 
Como é bom estarmos aqui, porque se uma torre cair sobre nós ou morrermos numa festa, ou por uma doença, por violência ou qualquer outro mal, nós estamos com Jesus e Ele está conosco, como foi o caso dos jovens cristãos que estavam naquela boate.
 
Termino e digo como é bom estarmos aqui lendo para vocês o relato do pastor Igor Schreiber, de Uruguaiana, RS, falando do 1º culto em sua congregação depois do sepultamento do jovem Leonardo, um dos que morreram na boate naquela noite. Ele escreveu:
 
Membros, amigos e familiares da família Karsburg  lotaram nosso templo para escutar o santo Evangelho, Palavra de amor e conforto que só Deus pode dar. O culto, embora carregado de sentimentos fortes, foi alegre, leve e motivador.
  
 
 
Se notou a diferença que faz sermos cristãos. A família, embora comovida e entristecida, mostrou-se firmada em Deus. Agradecida ao Senhor por colocar a igreja, amigos e muitos outros apoiando em seu luto. O sr. Luis nos lembrou de 1Co12, Somos um só corpo, quando um sofre, todos sofrem! 

O momento da mensagem, de maneira particular, foi muito especial. Um grande silêncio (mesmo no calor de Uruguaiana e a igreja lotada) colaborou bastante para uma séria reflexão sobre vida/morte/luto/e o amor de Deus.

Ao final do culto vi nos rostos de muitas pessoas, principalmente de visitantes, o quanto gostaram de ter esse contato sério e sereno com a Palavra de Deus. O que pouco encontram em outros lugares.

O que mais me deixou contente foi ver no rosto de toda família do Leonardo, avô, pai, mãe e irmãs um sorriso. Isso comove, pois nos dá ainda mais a certeza de que aqueles que tem Cristo no coração enfrentam a morte como vitoriosos! A vitória de Cristo é nossa.

         Como é bom estarmos aqui! Que vocês possam sempre estar aqui, dando exemplo e testemunho de fé aos jovens e a todos, mostrando como é importante ouvir Jesus. Ele quer estar com a gente sempre, até o fim. Amém.



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